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Sábado, 14 de Março 2026

Política

Acordo Mercosul-União Europeia avança para votação na Câmara

Projeto que prevê a extinção de tarifas foi chancelado pela delegação brasileira no Parlasul

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Acordo Mercosul-União Europeia avança para votação na Câmara
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A delegação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) deu sinal verde nesta terça-feira (24) ao Projeto de Decreto Legislativo 41/26, referente ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O pacto, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações, visa a eliminação de barreiras tarifárias entre os blocos.

O parecer do relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi acolhido pelos parlamentares da representação brasileira. Com essa aprovação, a proposta avança para as próximas fases de tramitação no Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que o plenário da Casa deve debater o tema ainda nesta semana.

Na segunda-feira (23), o presidente da Câmara designou o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator do acordo. O texto também necessitará de aprovação no Senado Federal.

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Conforme sugerido pelo relator, quaisquer ações futuras que impliquem na rescisão ou modificação do acordo, assim como ajustes que gerem obrigações ou compromissos para o Brasil, deverão ser submetidos à ratificação do Congresso.

"Este acordo inaugura uma nova era de colaboração e parceria entre as nações do Mercosul e da União Europeia", declarou Chinaglia em seu parecer.

Na avaliação do relator, o tratado transcende a esfera econômica. "Não direi que é 'acima de tudo político' neste momento, para evitar mal-entendidos, mas é inegável que o cenário político global, especialmente na Europa, impulsionou a aceleração das negociações no período recente", ponderou Chinaglia, que também preside a representação brasileira no Parlasul.

Riscos potenciais foram levantados por deputados como Ana Paula Leão (PP-MG), David Soares (União-SP) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE), que votaram favoravelmente ao acordo. Eles alertaram para os desafios que alguns setores econômicos podem enfrentar devido à maior abertura comercial.

"Não percebi no debate a devida ênfase no esforço que o Brasil deverá empreender para proteger sua indústria da extinção", comentou Calheiros. "Seria uma oportunidade para impulsionarmos o desenvolvimento nacional", acrescentou.

Pontos centrais do acordo

O texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai, foi encaminhado ao Congresso Nacional via mensagem (MSG 93/26) do Poder Executivo. O pacto estabelece a eliminação ou redução de tarifas de importação e exportação entre os blocos. Juntos, Mercosul e União Europeia contam com uma população de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões (cerca de R$ 116 trilhões).

Vigência do acordo

De acordo com a Constituição Federal, acordos internacionais requerem aprovação do Congresso Nacional para entrarem em vigor. No caso específico do acordo com a União Europeia, sua validade no Brasil dependerá da aprovação tanto pelo Congresso Nacional quanto pelo Parlamento Europeu, independentemente da ratificação pelos demais países membros da UE.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), um dos vice-presidentes da delegação do Parlasul, informou que Uruguai e Argentina devem finalizar suas análises sobre o acordo nesta semana. "A Argentina já aprovou o texto em sua Câmara e o encaminhou ao Senado", disse.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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