A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encerrou as investigações sobre o sumiço da adolescente Luiza Riquessoli Liberato, de 15 anos, e planeja solicitar à Justiça o arquivamento do inquérito. O caso foi apurado pela 15ª Delegacia de Polícia, localizada em Ceilândia Centro.
Luiza havia desaparecido há aproximadamente um ano, após sair do Lar São José, uma instituição de acolhimento em Ceilândia. A elucidação do caso ocorreu nesta quarta-feira (14), quando a polícia recebeu uma pista do próprio abrigo, que informou que um senhor havia comparecido ao local procurando por documentos da jovem.
Com base nessa informação, os investigadores iniciaram novas averiguações. Primeiramente, dirigiram-se ao abrigo e, posteriormente, à residência do idoso em Taguatinga. Lá, o homem revelou que a adolescente estava residindo com seu filho, de 31 anos, na cidade de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
A equipe policial contatou o indivíduo mencionado, que confirmou a história. Em seguida, os agentes se deslocaram até o endereço fornecido, onde Luiza foi localizada e sua identidade devidamente verificada.
Após ser encontrada, a família da jovem foi notificada, e Luiza foi encaminhada à Promotoria da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal para as providências legais cabíveis. Conforme a polícia, a adolescente estava em bom estado de saúde, sem indícios de agressão ou maus-tratos.
O histórico do caso revela que, em 2024, uma decisão judicial retirou o poder familiar da mãe de Luiza, que residia em Minas Gerais com seus cinco filhos. A adolescente foi, então, acolhida por uma instituição. Devido à sua idade, considerada avançada para adoção, ela permaneceu em um abrigo.
Mais tarde, descobriu-se que Luiza possuía um irmão morando em Brasília, o que levou à sua transferência para o Distrito Federal. Contudo, a convivência familiar não prosperou, e a jovem foi posteriormente direcionada ao Lar São José.
No decorrer da investigação, a polícia constatou que Luiza expressava descontentamento com o acolhimento institucional, chegando a confidenciar a amigos e colegas sua intenção de sair do abrigo. Durante as diligências, os agentes entrevistaram familiares, visitaram locais onde a jovem costumava ir e até coletaram material genético do irmão para uma possível comparação, se necessário.
Com a localização segura da adolescente, a Polícia Civil determinou que não houve a prática de crime e recomendou o encerramento do inquérito.