Para ‘garantir a ordem pública’, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na manhã deste sábado (22), em Brasília, e deve passar os próximos dias na Superintendência da PF da capital federal. Os aliados do ex-governante reagiram imediatamente à prisão.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e a líder da minoria na Câmara dos Deputados, Carol de Toni (PL-SC), fizeram postagens nas redes sociais e falaram em ‘perseguição política’ e ‘abuso de poder’.
“Ele nunca roubou ninguém, diminuiu impostos pra todos os brasileiros e aumentou a arrecadação, entregou o comando do país, mesmo tendo um presidente do TSE totalmente tendencioso; a prisão de Jair Bolsonaro é a maior perseguição política da história do Brasil!”, postou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
“A prisão do Presidente Bolsonaro é um dos maiores absurdos já cometidos pela ‘justiça brasileira’. O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo, agora é levado à prisão! Lutaremos até o fim contra essa injustiça”, disse Carol de Toni (PL-SC).

Outras reações
A prisão foi motivada pela avaliação de risco após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em apoio ao ex-presidente na sexta-feira (21). A Polícia Federal entendeu que o ato poderia gerar ameaças à segurança dos participantes e dos agentes policiais.
Além disso, Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica durante essa noite, dando a entender uma possibilidade de fuga, de acordo com a PF. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) e o ex-presidente da Secretaria de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, foram outros aliados que reagiram à prisão.
“Passou da hora de uma reação contundente do Congresso para frear os abusos e ilegalidades feitos contra a oposição a Lula e ao PT!”, disse o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS).
“É INACREDITÁVEL. Num sábado. Com estado de saúde totalmente comprometido. VERGONHOSO. 26 é logo ali”, disse o ex-presidente da Secretaria de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten.
A prisão ainda não se trata do cumprimento de pena da condenação de 27 anos e 3 meses por Golpe de Estado, mas de uma medida cautelar.
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