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Domingo, 15 de Fevereiro 2026

Economia

Banco Central endurece normas para fornecedores de tecnologia financeira

Regulamentação reforça controles internos e governança corporativa, exigindo auditorias anuais e maior transparência nos processos de rastreabilidade

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Banco Central endurece normas para fornecedores de tecnologia financeira
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Banco Central (BC) atualizou as normas que regem os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). As diretrizes modificam uma resolução de setembro de 2025 focada no registro e operação dessas companhias.

De acordo com a autoridade monetária, o intuito é refinar a legislação atual para assegurar que os critérios sejam mais abrangentes e transparentes. As mudanças também elevam o rigor no processo de autorização, equiparando as obrigações dos PSTI às de outros setores já fiscalizados.

Principais modificações da norma

Recursos financeiros e patrimônio

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A autoridade monetária terá a prerrogativa de solicitar, a qualquer momento, que os provedores comprovem capital social e patrimônio líquido superiores aos declarados inicialmente, visando garantir maior solidez financeira.

Critérios para autorização

Foram revisados os parâmetros de competência técnica e idoneidade dos gestores, aproximando-os dos padrões de outros mercados regulados, além da criação de novas regras sobre a estrutura de controle societário e auditoria de conformidade.

Gestão de riscos e governança

O texto amplia o foco em governança corporativa e controles internos, estabelecendo a necessidade de relatórios anuais e a implementação de ferramentas que permitam rastrear operações.

Cancelamento de registro

Os trâmites para o descredenciamento foram agilizados, permitindo uma resposta mais rápida e objetiva caso as normas sejam violadas.

Comunicação com o órgão regulador

Houve uma expansão no dever de informar o BC sobre movimentações internas, como trocas na diretoria ou alterações na composição dos sócios.

Ações preventivas

Foram inseridas novas condições que permitem ao BC aplicar sanções cautelares, como em situações onde o posto de diretor responsável permaneça vago por muito tempo.

Prazo de transição

O cronograma para que as empresas se adaptem às novas exigências passou de quatro para oito meses, visando uma migração mais ordenada e previsível.

O Banco Central ressaltou que, durante esse intervalo, as entidades conectadas à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) via PSTI seguem limitadas ao teto de R$ 15 mil em operações de Pix e TED, conforme as Resoluções BCB 496 e 497, até a regularização definitiva.

Na visão do regulador, o fortalecimento dessas políticas amplia a proteção e a eficiência das operações tecnológicas, favorecendo um cenário de maior estabilidade financeira e diminuindo as chances de falhas operacionais ou ataques digitais.

Fragilidade tecnológica

A atualização normativa ocorre no mesmo período em que o Banco do Nordeste (BNB) sofreu uma invasão cibernética. O ataque forçou a interrupção do sistema Pix na instituição após o desvio de verbas de uma conta global, que centraliza recursos de diversos clientes sem distinção individual imediata.

Recentemente, fornecedores terceirizados têm sido alvos constantes de criminosos por serem considerados o ponto mais fraco da infraestrutura digital. Por meio dessas brechas em sistemas compartilhados, invasores conseguem burlar as pesadas defesas dos grandes bancos.

O endurecimento das regras acompanha o aumento dos aportes em segurança digital pelas instituições financeiras, motivado pela migração para o ambiente virtual e pela consolidação do Pix como a principal ferramenta de transferência de valores no Brasil.

No último ano, o BC já havia excluído diversas empresas de TI do ecossistema do Pix e tornado mais rígidas as normas de segurança para as instituições de pagamento.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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