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Quarta-feira, 11 de Março 2026

Economia

Banco de Brasília submete ao BC plano para restaurar capital depois de prejuízos com o Master

A investigação em curso foca na aquisição de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB, com suspeitas de ativos superfaturados ou inexistentes

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Banco de Brasília submete ao BC plano para restaurar capital depois de prejuízos com o Master
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O Banco de Brasília (BRB) protocolou, na última sexta-feira (6), junto ao Banco Central (BC) seu Plano de Capital, que detalha estratégias para restaurar o equilíbrio financeiro e fortalecer a liquidez da instituição em até 180 dias.

A entrega do documento foi realizada pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também esteve presente na reunião.

Conforme informações do BRB, o plano contempla uma série de ações de caráter preventivo, que serão postas em prática caso se confirme a necessidade de injeção de recursos por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), aguardando a finalização das investigações em curso.

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A instituição bancária ressalta que essa iniciativa visa assegurar a perenidade do BRB, manter a estabilidade de suas operações e garantir plena transparência a seus correntistas, investidores e parceiros comerciais.

Embora o comunicado oficial do BRB não tenha especificado cifras, um depoimento prestado à Polícia Federal no final do ano anterior pelo diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, revelou que as transações com o Banco Master geraram um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

O BRB optou por não pormenorizar as ações propostas ao Banco Central, limitando-se a afirmar que o plano visa resguardar os clientes e assegurar a continuidade das operações da instituição.

Em nota, o BRB declarou que o plano foi "elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades."

Teoricamente, o BRB dispõe de cinco alternativas para angariar capital:

  • Obtenção de empréstimos junto a outras instituições financeiras, incluindo bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  • Alienação de ativos, com foco em carteiras imobiliárias e créditos concedidos a estados e municípios;
  • Constituição de um fundo de investimento imobiliário, utilizando terrenos e imóveis pertencentes ao GDF, a ser transferido para o banco;
  • Recebimento de aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal;
  • Contratação de empréstimo pelo GDF junto ao FGC, com posterior repasse dos recursos ao BRB.

É importante notar que as ações que demandam recursos do governo distrital requerem a aprovação da Câmara Legislativa do DF. O propósito central do plano é injetar liquidez, diminuir a escala da instituição e minimizar a dependência de novos aportes do acionista controlador, especialmente em um cenário de restrições orçamentárias.

Conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o banco distrital teria negociado aproximadamente R$ 5 bilhões em ativos de elevado valor – tais como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia – com o intuito de frear a saída de capital após a liquidação do Banco Master e o aprofundamento das apurações sobre transações tidas como irregulares.

O mesmo veículo de comunicação noticiou que o BRB está em negociação para alienar cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de crédito concedidas a entes federativos (estados e municípios), com garantias do Tesouro Nacional, em uma transação que poderia gerar aproximadamente R$ 730 milhões em valor presente. Adicionalmente, o BRB busca desfazer-se de fundos de investimento que foram adquiridos do próprio Banco Master.

As investigações em andamento concentram-se na aquisição, por parte do BRB, de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, sob suspeita de conterem ativos supervalorizados ou inexistentes. Desse montante, o BRB declara que cerca de R$ 10 bilhões já foram substituídos ou liquidados, e a instituição negou qualquer bloqueio de bens.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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