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Sábado, 14 de Março 2026

Economia

Banco do Brasil registra lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025

Mesmo com redução dos ganhos em comparação a 2024, a presidente da instituição projeta recuperação em 2026.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Banco do Brasil registra lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Banco do Brasil (BB) encerrou o ano de 2025 com um lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões, uma diminuição de 45,4% em comparação com o exercício anterior. Este resultado, divulgado na noite da última quarta-feira (11), foi impactado por novas diretrizes contábeis e pelo crescimento da inadimplência.

No período de outubro a dezembro, o lucro do BB alcançou R$ 5,742 bilhões, o que representa uma retração de 47,2% frente ao mesmo trimestre de 2024. Contudo, em uma análise trimestral, houve um aumento significativo de 51,7% em relação ao terceiro trimestre do ano.

Apesar dos desafios impostos pela inadimplência, o Banco do Brasil comunicou, por meio de nota, que suas receitas financeiras estão em ascensão. O desempenho positivo é atribuído, em grande parte, ao crédito concedido a pessoas físicas e ao Programa Crédito do Trabalhador, uma iniciativa que simplifica a obtenção de crédito consignado para empregados do setor privado.

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"Com o desembolso de R$ 13 bilhões no crédito do trabalhador, reafirmamos nossa projeção de expansão em segmentos que oferecem um retorno mais atrativo, considerando o risco", declarou Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil.

A contabilidade das instituições financeiras foi impactada pela entrada em vigor, em janeiro do ano passado, de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essas novas normativas, aprovadas em 2021, começaram a ser aplicadas somente em 2025, influenciando diretamente os balanços.

A principal alteração introduzida pela resolução foi a modificação no modelo de provisões, que são as reservas financeiras destinadas a cobrir eventuais inadimplências, passando a ser calculadas com base em perdas esperadas e estimativas. Essa mudança teve um impacto direto no reconhecimento de despesas e receitas, resultando na não contabilização de R$ 1 bilhão em receitas de crédito pelo banco.

Cenário da inadimplência

O indicador de inadimplência, que abrange atrasos superiores a 90 dias, registrou um aumento de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% ao final de 2025. Esse crescimento foi impulsionado majoritariamente pelo setor do agronegócio, no qual o Banco do Brasil detém a liderança na oferta de crédito, e pela carteira de cartões de crédito.

Especificamente na carteira de crédito voltada ao agronegócio, a inadimplência atingiu 6,09% no encerramento do ano passado, marcando uma elevação de 1,25 ponto percentual somente no último trimestre de 2025.

Já a carteira de crédito para pessoas físicas finalizou o período com uma inadimplência de 6,56%, representando um acréscimo de 0,55 ponto percentual.

Expansão da carteira de crédito

Apesar do cenário de juros elevados, o BB expandiu sua concessão de crédito em 2025, impulsionado sobretudo pelos empréstimos a pessoas físicas. A carteira de crédito ampliada do banco alcançou R$ 1,296 trilhão ao final do ano passado, registrando um crescimento de 1,4% no último trimestre e de 2,5% no acumulado anual.

A seguir, detalhamos os resultados por segmento de crédito:

  • Pessoa Física: O segmento atingiu R$ 356,96 bilhões em dezembro, com expansão de 1,8% no trimestre e 7,6% no ano. A nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores CLT, que somou R$ 14,3 bilhões em empréstimos, foi um dos destaques.
  • Pessoa Jurídica: Totalizou R$ 455,15 bilhões, com crescimento de 0,5% no trimestre e 0,6% em 12 meses. A carteira de grandes empresas cresceu 4,3% no ano, alcançando R$ 260,4 bilhões, enquanto a de micro, pequenas e médias empresas registrou uma retração de 7,9%, fechando em R$ 115,2 bilhões.
  • Agronegócios: Chegou a R$ 406,13 bilhões, com alta de 1,8% no trimestre e 2,1% no ano. Nos primeiros seis meses do Plano Safra 2025/2026, o BB liberou R$ 103,9 bilhões em crédito para o agronegócio, além de R$ 12,3 bilhões para a cadeia de valor do setor.
  • Carteira de Crédito Sustentável: Com R$ 415,1 bilhões, essa carteira, que financia iniciativas com impactos socioambientais positivos, apresentou um aumento de 7,3% em 12 meses, representando 32% do total de crédito do banco.

Análise de receitas e despesas

Em 2025, as receitas provenientes da prestação de serviços totalizaram R$ 34,813 bilhões, indicando uma redução de 1,9% em comparação com o ano anterior.

O Banco do Brasil explicou que essa diminuição foi parcialmente compensada pelo aumento das receitas em áreas como administração de fundos (+13,5%), taxas de administração de consórcios (+19,3%) e rendimentos do mercado de capitais (+7,9%).

As despesas administrativas do banco atingiram R$ 34,813 bilhões em 2025, um acréscimo de 5,1% em relação a 2024. O BB atribuiu esse aumento ao reajuste salarial e aos investimentos realizados em tecnologia e cibersegurança.

Perspectivas para 2026

O Banco do Brasil apresentou suas projeções para 2026, indicando uma expectativa de recuperação dos ganhos após a retração observada em 2025.

As estimativas para o próximo ano são as seguintes:

  • Lucro líquido ajustado: Entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões;
  • Expansão da carteira de crédito: Variação de 0,5% a 4,5%, com destaque para pessoas físicas (alta de 6% a 10%), agronegócio (oscilação de queda de 2% a alta de 2%) e empresas (queda de 3% a alta de 1%);
  • Receitas de prestação de serviços: Aumento previsto de 2% a 6%;
  • Despesas administrativas: Crescimento estimado entre 5% e 9%;
  • Custo do crédito (perdas esperadas com inadimplência e outros riscos): Projetado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

“Nossa capacidade de adaptação ao cenário, aliada à dedicação de nossos colaboradores, nos permite vislumbrar um 2026 com a retomada dos patamares de rentabilidade que condizem com a magnitude do BB. Nossas projeções reforçam essa visão, e os resultados recentes, como o lucro de R$ 5,7 bilhões e o crescimento de 51,7% em relação ao trimestre anterior, sinalizam essa inflexão", concluiu Tarciana Medeiros.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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