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Quinta-feira, 05 de Março 2026

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Brasil mantém desempenho insatisfatório em ranking global de corrupção

Em 2025, o Brasil persistiu em sua classificação mais baixa no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional, ocupando a 107ª posição entre 182 nações com 35 pontos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Brasil mantém desempenho insatisfatório em ranking global de corrupção
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No ano de 2025, o Brasil novamente registrou um de seus piores resultados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), uma avaliação conduzida pela organização não governamental Transparência Internacional. A nação alcançou a 107ª colocação entre 182 países e regiões analisados, obtendo 35 pontos de um total de 100, onde uma pontuação mais elevada indica maior integridade percebida no setor público.

Comparado ao ano de 2024, no qual o Brasil obteve 34 pontos — a menor marca da série histórica —, houve um acréscimo de apenas um ponto. Contudo, a própria Transparência Internacional considera essa variação estatisticamente irrelevante, sinalizando uma persistente estagnação. Adicionalmente, a posição do país no ranking permaneceu inalterada. Com essa pontuação, o Brasil continua aquém tanto da média global quanto da média das Américas, ambas fixadas em 42 pontos.

Ao longo da série histórica comparável, iniciada em 2012, as pontuações mais elevadas do Brasil foram observadas em 2012 e 2014, com 43 pontos. Em contraste, os resultados mais desfavoráveis ocorreram em 2024 (34 pontos), 2018 e 2019 (35 pontos), e 2023 (36 pontos). Em 2025, o Brasil compartilhou a marca de 35 pontos com o Sri Lanka. Na mesma avaliação, nações como Argentina, Belize e Ucrânia obtiveram um ponto a mais, enquanto Argélia, Bósnia e Herzegovina, Indonésia, Laos, Malaui, Nepal e Serra Leoa registraram um ponto a menos que o Brasil.

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Nas posições de destaque do ranking, figuram a Dinamarca, com 89 pontos, a Finlândia, com 88, e Cingapura, com 84. No extremo oposto, encontram-se Somália e Sudão do Sul, ambos com 9 pontos, seguidos pela Venezuela, com 10. A metodologia do índice se baseia em até 13 indicadores distintos, que refletem a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos acerca da corrupção no setor público. Práticas como suborno, apropriação indevida de recursos públicos, aproveitamento de cargos para benefício pessoal e nepotismo são algumas das condutas avaliadas.

Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, declarou que a nação “surpreendeu o cenário global com episódios de macrocorrupção em uma dimensão sem precedentes”. Ele mencionou especificamente os escândalos envolvendo o INSS e o Banco Master, além de criticar a impunidade disseminada e as ações que considerou desmoralizantes por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em conjunto com a divulgação do índice, a ONG apresentou o relatório "Retrospectiva 2025", que evidencia uma crescente penetração do crime organizado no Estado brasileiro, notadamente através do sistema financeiro e da esfera jurídica. No âmbito do Poder Executivo, o documento critica a forma como o governo lidou com o esquema de fraudes no INSS e aponta o que descreve como o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o assunto. Conforme a entidade, em 230 discursos realizados em 2025, o presidente proferiu a palavra “corrupção” em apenas 13 ocasiões, predominantemente para descredibilizar acusações.

No Poder Legislativo, a Transparência Internacional questiona o incremento no volume de emendas parlamentares e as alterações na Lei da Ficha Limpa, que possibilitam o retorno precoce de indivíduos condenados ao processo eleitoral. Por sua vez, no Judiciário, o relatório enfatiza o caso do Banco Master e as alegações que envolvem os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Em relação a Moraes, é mencionado um contrato de R$ 129 milhões entre a instituição bancária e o escritório de advocacia de sua cônjuge. Quanto a Toffoli, o documento aponta que o ministro assumiu a relatoria do caso, impôs sigilo e utilizou um jato particular na companhia do advogado de um dos diretores do banco, além de revelar transações imobiliárias de sua família ligadas a fundos associados ao Master e à JBS.

A despeito das ressalvas, o relatório também enumera aspectos considerados promissores. Dentre eles, destaca-se a Operação Carbono Oculto, iniciada pela Polícia Federal em agosto de 2025, que visa investigar a infiltração do PCC em setores da economia formal, incluindo o mercado financeiro. Essa iniciativa foi descrita como uma transformação no modelo de aplicação da inteligência financeira no combate ao crime organizado.

Adicionalmente, a ONG aponta como um progresso a responsabilização de figuras políticas e militares pelos atentados à democracia, aludindo à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores pela articulação golpista de 2022. O documento igualmente ressalta as deliberações do STF para fortalecer a fiscalização das emendas parlamentares e a recusa da proposta conhecida como PEC da Blindagem no Senado.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Tadeu
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