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Sábado, 14 de Março 2026

Política

Câmara dos Deputados pode votar projeto que visa quebrar patente de medicamentos para obesidade

A legislação de propriedade industrial já contempla a possibilidade de quebra de patentes em cenários de emergência ou interesse público

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Câmara dos Deputados pode votar projeto que visa quebrar patente de medicamentos para obesidade
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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O Plenário da Câmara dos Deputados poderá examinar o Projeto de Lei 68/26, que propõe a declaração de interesse público para os medicamentos Mounjaro e Zepbound, conhecidos como canetas emagrecedoras e baseados na substância tirzepatida.

Tal declaração é um passo fundamental para possibilitar a quebra da patente desses produtos farmacêuticos.

Ambos os fármacos são empregados no combate à obesidade, a patologias crônicas associadas ao excesso de peso e ao diabetes mellitus tipo 2.

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A proposta, introduzida este ano pelo deputado Mário Heringer (PDT-MG), obteve regime de urgência, agilizando sua tramitação para votação direta no Plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa.

Para que se torne lei, o texto necessita da aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal.

Entenda melhor o processo de tramitação de projetos de lei

O deputado defende que esses fármacos podem evitar o agravamento de enfermidades com grande impacto na saúde pública, mas seus custos são inacessíveis para a maior parte da população. Uma única caneta de Mounjaro, por exemplo, pode variar de R$ 1.400 a R$ 3 mil, conforme a dosagem.

Propriedade industrial

O projeto de lei propõe modificações na Lei 9.279/96, que rege a propriedade industrial, viabilizando a quebra de patentes em situações de emergência ou de declarado interesse público.

Uma vez declarado o interesse público, o governo federal pode conceder permissão para que outras empresas fabriquem o produto, mediante o pagamento de compensação ao titular da patente.

Conforme a Lei 9.279/96, essa remuneração ao laboratório detentor da patente corresponde a 1,5% do valor do produto.

Críticas

Embora o regime de urgência para o projeto tenha sido aprovado pela maioria do Plenário, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) manifestou ressalvas à medida.

"Essa iniciativa pode gerar uma vasta insegurança jurídica para qualquer setor industrial, seja farmacêutico ou outro que busque investir em inovação no Brasil", criticou a parlamentar. Ela acrescentou: "É lamentável que se quebrem patentes sem a realização de estudos apropriados."

Economia

O deputado Mário Heringer, que também é médico, defendeu que o custo para o governo de quebrar a patente do medicamento, mediante pagamento ao laboratório, seria inferior aos gastos com o tratamento das complicações de saúde associadas à obesidade.

"Essa medida representa um benefício para o Brasil e para aqueles que mais necessitam. A tirzepatida não deve permanecer acessível apenas a um grupo restrito de indivíduos com maior poder aquisitivo", afirmou Heringer, classificando o fármaco como um "medicamento de elite" atualmente. "Precisamos promover a saúde pública", concluiu.

Exceções

A proposta exclui da lista de medicamentos passíveis de quebra de patente os produtos formulados com liraglutida, como o Saxenda, cujas patentes já expiraram.

Igualmente, ficam de fora aqueles baseados em semaglutida, a exemplo do Ozempic, que terão suas patentes expiradas ainda este ano.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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