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Sexta-feira, 13 de Março 2026

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Caso Vitória: Justiça anula confissão de réu e caso vai para júri popular

A Justiça de São Paulo determinou que Maicol Sales dos Santos, de 23 anos, acusado de matar a jovem Vitória Regina, de 17 anos, será julgado por júri popular. O crime ocorreu em março deste ano, em Cajamar, na região metropolitana da capital. Maicol está preso preventivamente desde abril, e ainda não há data definida […]

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Caso Vitória: Justiça anula confissão de réu e caso vai para júri popular
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A Justiça de São Paulo determinou que Maicol Sales dos Santos, de 23 anos, acusado de matar a jovem Vitória Regina, de 17 anos, será julgado por júri popular. O crime ocorreu em março deste ano, em Cajamar, na região metropolitana da capital. Maicol está preso preventivamente desde abril, e ainda não há data definida para o julgamento.

A decisão foi proferida na última quinta-feira (30) pelo juiz Marcelo Henrique Mariano, da Comarca de Cajamar, que negou o pedido da defesa para que o réu aguardasse o julgamento em liberdade. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Maicol será julgado pelos crimes de feminicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de sequestro qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A soma das penas pode ultrapassar 50 anos de prisão. O magistrado, no entanto, retirou as qualificadoras de “motivo fútil” e “assegurar a impunidade de outro crime”.

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Na mesma decisão, o juiz reconheceu a nulidade da confissão feita por Maicol em 17 de março, após apontar irregularidades no interrogatório extrajudicial. O depoimento, segundo o magistrado, foi colhido à noite e apresentava cortes no vídeo, o que impossibilitou verificar a cronologia da gravação.

Por conta disso, a Justiça proibiu o uso da confissão e qualquer menção ao conteúdo durante o julgamento, para evitar “indevida influência no convencimento dos jurados”.

O caso ganhou grande repercussão na época, mobilizando moradores de Cajamar e familiares da vítima, que cobraram respostas sobre o desaparecimento de Vitória Regina antes da descoberta do corpo.

FONTE/CRÉDITOS: João Dionisio
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