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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Chocolate e enxaqueca: a condição de Virginia Fonseca e sua filha, Maria Alice

A filha, de quatro anos, também apresenta dores de cabeça por enxaqueca, à semelhança da mãe

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Chocolate e enxaqueca: a condição de Virginia Fonseca e sua filha, Maria Alice
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Recentemente, a influenciadora Virginia Fonseca divulgou em suas redes sociais que sua filha, Maria Alice, de quatro anos, manifesta dores de cabeça após ingerir chocolate preto. Diante dessa constatação, ela aconselhou a troca pela versão branca do doce. Para pessoas que, como Virginia, enfrentam a enxaqueca, a implementação de alterações na dieta, especialmente a remoção de alimentos estimulantes, figura entre as principais diretrizes de tratamento. Entenda o motivo dessa substituição.

Essa recomendação integra um protocolo de tratamento para a enxaqueca, no qual se sugere a substituição do chocolate escuro pelo branco. A neurologista Thais Villa esclarece que “os chocolates mais escuros são elaborados a partir do cacau, que contém cafeína e teobromina. Esses dois estimulantes exacerbam a atividade de um cérebro que, em pessoas com enxaqueca, já é naturalmente hiperexcitado. Por ser um alimento estimulante, o chocolate escuro pode atuar como um gatilho para as crises e, inclusive, contribuir para a cronificação da doença, resultando em maior frequência, intensidade e duração dos episódios. A versão branca, por sua vez, não possui essas substâncias estimulantes.”

Conforme a especialista, a enxaqueca é uma condição de origem hereditária e sem cura definitiva. Contudo, é plenamente possível desfrutar de uma vida sem dores por meio de um acompanhamento especializado, que combina alterações no estilo de vida com intervenções terapêuticas modernas, como a aplicação de toxina botulínica e o uso de medicamentos anti-CGRP (anticorpos monoclonais, empregados na prevenção da enxaqueca ao bloquear o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina).

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Sendo uma doença genética multifatorial, onde a interação de múltiplos genes com elementos ambientais eleva a probabilidade de seu desenvolvimento, a enxaqueca frequentemente se manifesta em membros da mesma família. “Se um dos pais possui enxaqueca, o filho tem 50% de probabilidade de também desenvolver a condição”, ressalta a neurologista.

“Por essa razão, o acesso a informações corretas e especializadas é de suma importância”, finaliza Villa. “Pais que já seguem os protocolos de tratamento integrado e recuperaram sua qualidade de vida dispõem das ferramentas essenciais para auxiliar seus filhos a controlar a enxaqueca precocemente, evitando gatilhos e sem padecer com os múltiplos sintomas que a doença acarreta. E, acima de tudo, vivendo sem dores, como a vida deve ser!”

FONTE/CRÉDITOS: Letícia Campos
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