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Sábado, 14 de Março 2026

Política

Condomínios podem ser obrigados a detalhar uso de água reutilizada

Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados precisa de aval do Senado para se tornar lei.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Condomínios podem ser obrigados a detalhar uso de água reutilizada
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados, o PL 6715/25, propõe que condomínios residenciais, comerciais ou mistos que empregam sistemas de reaproveitamento de água sejam compelidos a apresentar dados sobre a operação desses mecanismos de forma regular. A iniciativa visa modificar a Lei de Saneamento Básico.

De acordo com a proposta, os condomínios teriam a obrigação de especificar ao menos:

  • As finalidades da água reaproveitada, como irrigação de áreas verdes, funcionamento de vasos sanitários ou higienização de espaços comuns;
  • A quantidade mensal de água reutilizada, medida em metros cúbicos (m³);
  • A data mais recente em que as informações foram atualizadas; e
  • Quaisquer anomalias que comprometam a potabilidade da água ou a eficiência do sistema.

A divulgação dessas informações deverá ocorrer mensalmente, seja em locais de acesso público dentro do condomínio ou por meio de plataformas digitais mantidas pela administração. O texto ressalta que a medida não demanda laudos técnicos elaborados nem implica custos adicionais para o setor público, devendo ser implementada com os recursos já disponíveis para a gestão condominial.

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O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor da matéria, destaca que a prática de reutilizar água tem ganhado espaço nas áreas urbanas do Brasil. Contudo, ele observa que há uma carência de visibilidade sobre esses sistemas, o que dificulta a compreensão dos moradores acerca do impacto ambiental positivo e da eficiência alcançada.

"A abertura para o público permite que os residentes entendam o desempenho real dos sistemas, promovendo uma gestão mais confiável e com maior participação", argumentou Amom Mandel.

As próximas etapas do projeto incluem sua análise conclusiva pelas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que a proposta se converta em lei, é necessária a aprovação tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal.

Para mais detalhes sobre o andamento de projetos de lei, consulte aqui.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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