As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, completaram 14 dias no último sábado (17) sem que se chegasse a qualquer pista conclusiva sobre seu paradeiro. As crianças sumiram em 4 de janeiro, após se aventurarem em uma área de mata na companhia de um primo de 8 anos.
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Relatos apontam atritos familiares
Informações obtidas junto à ex-esposa do padrasto das crianças, que preferiu não se identificar, indicam a existência de desavenças familiares. Os atritos estariam relacionados ao relacionamento da mãe dos irmãos, Clarice, com o padrasto, Márcio. A mulher refutou a alegação de Márcio de que estaria separado há dois anos, afirmando ter sido sua cônjuge.
Conforme seu testemunho, a separação teria ocorrido há aproximadamente cinco meses. A ex-companheira também revelou que a mãe de Márcio não aprovava o novo relacionamento, gerando atritos entre as famílias, especialmente no que tange à custódia e ao cuidado dos menores. No entanto, as autoridades responsáveis pela investigação não confirmaram oficialmente esses detalhes.
Buscas continuam em áreas de difícil acesso
Paralelamente ao desenvolvimento da investigação, as operações de busca em Bacabal prosseguem com grande intensidade. As equipes se concentram em regiões de mata densa, locais de difícil acesso e nas imediações do quilombo. A força-tarefa envolve a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e o Exército Brasileiro, utilizando também cães farejadores e drones para sobrevoar a área.
As ações de procura também se estendem a um lago situado perto do local onde as crianças teriam sido vistas pela última vez, considerado uma possível rota que elas poderiam ter seguido no dia em que desapareceram.
Primo foi encontrado com vida
O primo de 8 anos, que acompanhava Ágatha e Allan no momento do sumiço, foi encontrado em 7 de janeiro. Embora estivesse debilitado, não apresentava ferimentos graves e recebeu assistência médica e psicológica. Seu testemunho está sendo cuidadosamente avaliado pelos investigadores.
Investigação segue sem conclusão
A Polícia Civil, até o presente momento, declara não haver evidências substanciais que determinem se o desaparecimento resultou de um acidente, sequestro ou outra modalidade criminosa. As autoridades reiteram que todas as hipóteses continuam em aberto e solicitam prudência frente a qualquer tipo de especulação.
As equipes permanecem empenhadas, expandindo o perímetro das buscas e interagindo diretamente com os residentes da comunidade, na esperança de coletar qualquer dado que possa auxiliar na localização de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
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