Anderson Kauã, de 8 anos, que foi localizado após sumir com seus primos em Bacabal, no Maranhão, teve alta médica nesta terça-feira (20). O anúncio foi feito pelo gestor municipal, Roberto Costa (MDB).
O garoto foi achado depois de passar 72 horas perdido em uma região de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural. Desde que foi resgatado, Anderson esteve sob cuidados clínicos e psicológicos por quase duas semanas.
Condições clínicas e suporte
De acordo com o prefeito, o menino não apresentava lesões graves, embora estivesse com escoriações e sinais de desnutrição. Roberto Costa ressaltou que Anderson teve uma perda de peso de aproximadamente 10 quilos no período em que esteve desaparecido.
Portador de autismo nível 1, ele continuará o tratamento com a mesma profissional do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) que já o acompanhava anteriormente.
A liberação hospitalar atendeu a um pedido do próprio Anderson e de seus familiares, que desejam o retorno ao ambiente comunitário. Para facilitar essa transição, a prefeitura articulou planos para a volta ao convívio social e às aulas, contando com o suporte da Secretaria de Educação.
O prefeito informou ainda que a comunidade e os colegas de escola serão orientados sobre como acolher o menino, visando minimizar possíveis impactos de estresse pós-traumático.
Relato sobre o ocorrido
Após ser salvo, Anderson explicou às autoridades que o grupo não foi vítima de crime. Segundo ele, as crianças adentraram a vegetação por conta própria e se desorientaram. O menino relatou que, para fugir da chuva, buscaram abrigo em uma construção em ruínas e que ele saiu sozinho para tentar encontrar socorro.
Ele acabou se perdendo novamente e foi encontrado sem roupas por três carroceiros, sendo levado imediatamente ao Hospital Geral de Bacabal.
Continuidade das buscas
A procura por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, chegou ao 17º dia. Uma força-tarefa composta por mais de mil integrantes, incluindo agora a Marinha do Brasil, segue mobilizada na região.
As operações concentram-se no Rio Mearim com o auxílio de tecnologia de sonar, após indicação de cães farejadores. Paralelamente, as buscas terrestres abrangem uma área superior a 3.200 km², dividida estrategicamente para varredura.
A mobilização envolve o Corpo de Bombeiros de três estados (Maranhão, Ceará e Pará), além das Polícias Civil e Militar, Exército, voluntários e o Centro Tático Aéreo (CTA).