* Contém spoilers
À primeira vista, o filme “Coração Selvagem”, protagonizado pelo galã Brad Pitt, parece seguir um caminho relativamente simples. James, um militar da reserva, tenta sobreviver ao lado de Odin, um cachorro treinado para situações de guerra. Mas o filme guarda sua principal força para o terço final, quando deixa de ser apenas uma história de sobrevivência e assume de vez o peso emocional da relação entre os dois. Para quem tem cachorro ou mantém um vínculo forte com animais, vale o aviso: é bom levar seus lencinhos para a sessão.
Pitt sustenta praticamente todo o longa sozinho, mas Odin impede que essa solidão narrativa se torne vazia. O cachorro reage de maneira tão expressiva que, em vários momentos, funciona quase como um segundo protagonista humano. Quando James oferece comida primeiro a Odin, quando observa um gesto carinhoso do animal ou quando percebe algo errado, nós acompanhamos suas reações. Pitt sorri, e sorrimos com ele; fica apreensivo, e a tensão imediatamente passa para quem está assistindo. É essa sintonia entre ator e animal que dá vida ao filme.




