Em uma manifestação nas redes sociais na quinta-feira (13), a delegada Amanda Souza demonstrou solidariedade à mãe das crianças vitimadas em Itumbiara, Goiás. O caso, que ganhou grande repercussão nacional, envolveu o secretário de Governo do município, que tirou a vida dos dois filhos e, em seguida, cometeu suicídio. Em sua gravação, a delegada expressou compaixão pela dor da família e condenou veementemente os comentários que tentam culpabilizar a mãe pela tragédia.
Amanda classificou como inaceitáveis os ataques dirigidos à mulher. Ela argumentou que imputar culpa a alguém que perdeu os próprios filhos revela uma profunda falta de sensibilidade e humanidade. "É absurdo culpar uma mãe que perdeu os próprios filhos", declarou, enfatizando a necessidade de respeito diante de uma perda tão devastadora.
A delegada também refutou qualquer tentativa de justificar o crime com base em supostas infidelidades ou conflitos conjugais. Em sua fala, ela sublinhou que nenhum motivo pode legitimar a violência. "Nada legitima tirar a vida de alguém. Quem ama não mata", sentenciou.
Para finalizar, Amanda apelou por maior responsabilidade nas interações online. Em sua visão, o sofrimento das vítimas não deve ser transformado em um palco para julgamentos precipitados, defendendo a empatia, o silêncio respeitoso e a reflexão em face de circunstâncias tão dolorosas.
Entenda a tragédia
Sarah é a mãe de Miguel Araújo Machado e Benício Araújo Machado, que foram mortos a tiros pelo próprio pai dentro do condomínio onde moravam.
Miguel, de 12 anos, o filho mais velho, faleceu logo após ser internado no Hospital Municipal Modesto de Carvalho e já foi sepultado em Itumbiara.
Benício, de 8 anos, que estava em estado gravíssimo, teve seu óbito confirmado na tarde desta sexta-feira (13). A informação foi ratificada tanto pela Polícia Civil quanto por fontes da unidade hospitalar.
Com a confirmação da morte de Benício, o incidente passou a registrar duas vítimas fatais. O autor, Thales Machado, de 40 anos, que atuava como secretário de Governo e era pré-candidato a deputado estadual, morreu no local logo após cometer os crimes.
Investigação
No momento do ocorrido, Sarah estava viajando para São Paulo. Antes de perpetrar os assassinatos, Thales publicou uma carta de despedida em suas redes sociais, na qual pedia desculpas a amigos, mencionava problemas conjugais e alegava uma suposta traição por parte da esposa.
Em comunicado oficial, a Polícia Civil de Goiás informou que o caso está sendo tratado como "homicídio consumado, seguido de autoextermínio". A corporação destacou que, até o presente momento, não há evidências de envolvimento de terceiros, e a dinâmica exata dos fatos continua sob apuração técnica.