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Segunda-feira, 09 de Março 2026

Economia

Dezenove estados e o Distrito Federal registram menor desemprego em 2025

A taxa de desocupação nacional encerrou 2025 em 5,6%, o patamar mais baixo desde o início da série histórica em 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Dezenove estados e o Distrito Federal registram menor desemprego em 2025
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Em 2025, dezenove unidades federativas, incluindo o Distrito Federal (DF), alcançaram os menores índices de desocupação desde o começo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

Essas informações foram tornadas públicas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

No cenário nacional, a taxa de desocupação do Brasil encerrou 2025 em 5,6%, representando o patamar mais baixo desde o início da série histórica em 2012, conforme previamente comunicado pelo IBGE em janeiro.

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O levantamento do IBGE analisa a dinâmica do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos, considerando todas as modalidades de emprego, como trabalho formal, informal, temporário e autônomo.

Segundo a metodologia do instituto, apenas é classificada como desocupada a pessoa que buscou ativamente uma oportunidade de trabalho nos 30 dias que antecederam a coleta de dados. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todas as unidades da federação.

Mínimas históricas

As unidades federativas (UFs) que registraram as menores taxas de desocupação foram:

Mato Grosso: 2,2%

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso do Sul: 3%

Espírito Santo: 3,3%

Paraná: 3,6%

Rio Grande do Sul: 4%

Minas Gerais: 4,6%

Goiás: 4,6%

Tocantins: 4,7%

São Paulo: 5%

Paraíba: 6%

Ceará: 6,5%

Pará: 6,8%

Maranhão: 6,8%

Distrito Federal: 7,5%

Amapá: 7,9%

Sergipe: 7,9%

Rio Grande do Norte: 8,1%

Amazonas: 8,4%

Bahia: 8,7%

Embora não tenha apresentado uma redução em sua taxa de desocupação, Rondônia concluiu o ano com 3,3%, o quarto menor índice nacional. O recorde histórico de baixa para o estado do Norte foi de 3,1%, registrado em 2023.

Entre as unidades federativas que alcançaram os menores níveis de desocupação em 2025, o Amazonas foi a única que não mostrou declínio em relação a 2024, mantendo seu índice em 8,4%.

Doze UFs abaixo da média

A análise dos dados consolidados de 2025 indica que, das 27 unidades federativas, doze registraram taxas inferiores à média brasileira (5,6%), enquanto quinze superaram o índice de desocupação nacional. Três estados da região Nordeste destacam-se com os maiores níveis de desemprego.

Confira a classificação:

Mato Grosso: 2,2%

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso do Sul: 3,0%

Espírito Santo: 3,3%

Rondônia: 3,3%

Paraná: 3,6%

Rio Grande do Sul: 4,0%

Goiás: 4,6%

Minas Gerais: 4,6%

Tocantins: 4,7%

São Paulo: 5,0%

Roraima: 5,1%

Média Brasil: 5,6%

Paraíba: 6,0%

Ceará: 6,5%

Acre: 6,6%

Maranhão: 6,8%

Pará: 6,8%

Distrito Federal: 7,5%

Rio de Janeiro: 7,6%

Sergipe: 7,9%

Amapá: 7,9%

Rio Grande do Norte: 8,1%

Alagoas: 8,3%

Amazonas: 8,4%

Bahia: 8,7%

Pernambuco: 8,7%

Piauí: 9,3%

Informalidade

O levantamento do IBGE também evidencia disparidades significativas na informalidade do mercado de trabalho em âmbito nacional. Em 2025, a taxa de informalidade do país foi de 38,1%, mas dezoito estados superaram essa média, com as regiões Norte e Nordeste apresentando os índices mais elevados.

Trabalhadores inseridos na informalidade não contam com a garantia de direitos essenciais, como previdência social, décimo terceiro salário, seguro-desemprego e férias remuneradas, entre outros benefícios.

Observe os níveis de informalidade por unidade federativa:

Maranhão: 58,7%

Pará: 58,5%

Bahia: 52,8%

Piauí: 52,6%

Ceará: 51%

Amazonas: 50,8%

Paraíba: 49%

Sergipe: 48,2%

Pernambuco: 47,8%

Alagoas: 47,5%

Rondônia: 46,1%

Acre: 45,2%

Amapá: 44,2%

Roraima: 40,3%

Tocantins: 39,7%

Espírito Santo: 39%

Rio Grande do Norte: 39%

Rio de Janeiro: 38,5%

Média Brasil: 38,1%

Minas Gerais: 36,8%

Mato Grosso: 36,3%

Goiás: 35,1%

Mato Grosso do Sul: 32,1%

Paraná: 31,6%

Rio Grande do Sul: 31,4%

São Paulo: 29%

Distrito Federal: 27,3%

Santa Catarina: 26,3%

O IBGE revelou, ademais, que o Distrito Federal e outros oito estados finalizaram o ano com um rendimento mensal médio dos trabalhadores superior à média nacional (R$ 3.560).

O Distrito Federal ocupa a primeira posição com ampla margem, impulsionado pela significativa presença de servidores públicos na capital, que frequentemente recebem remunerações acima da média do setor privado.

Distrito Federal: R$ 6.320

São Paulo: R$ 4.190

Rio de Janeiro: R$ 4.177

Santa Catarina: R$ 4.091

Paraná: R$ 4.083

Rio Grande do Sul: R$ 3.916

Mato Grosso do Sul: R$ 3.727

Mato Grosso: R$ 3.688

Goiás: R$ 3.628

Média Brasil: R$ 3.560

Espírito Santo: R$ 3.497

Roraima: R$ 3.438

Rondônia: R$ 3.362

Minas Gerais: R$ 3.350

Tocantins: R$ 3.129

Amapá: R$ 3.089

Rio Grande do Norte: R$ 3.003

Sergipe: R$ 2.855

Acre: R$ 2.794

Amazonas: R$ 2.733

Pernambuco: R$ 2.666

Paraíba: R$ 2.577

Piauí: R$ 2.561

Alagoas: R$ 2.531

Pará: R$ 2.508

Ceará: R$ 2.394

Bahia: R$ 2.284

Maranhão: R$ 2.228

Em sua análise sobre a Pnad, William Kratochwill, analista responsável pela pesquisa, esclarece que o recorde de baixa histórica em 2025 é “reflexo do dinamismo percebido no mercado de trabalho, estimulado pelo crescimento do rendimento real”.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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