Após uma breve pausa na quarta-feira (4), o cenário financeiro apresentou uma sessão volátil nesta quinta-feira (5), marcada por crescentes apreensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio. A cotação do dólar se aproximou da marca de R$ 5,30, encerrando o dia no patamar mais elevado desde o final de janeiro. Paralelamente, a bolsa de valores registrou uma queda superior a 2,5%, e os preços do petróleo apresentaram uma elevação acentuada.
O dólar comercial finalizou o pregão cotado a R$ 5,287, registrando uma valorização de R$ 0,069, o que representa um aumento de 1,32%. A moeda iniciou o dia negociada em torno de R$ 5,23, superou a barreira de R$ 5,28 no início da tarde e, após uma desaceleração, alcançou R$ 5,29 por volta das 16h30. Essa movimentação foi impulsionada por uma tendência global de realocação de investimentos.
Alcançando a maior cotação desde 23 de janeiro, a divisa acumulou uma alta de 2,34% nesta semana. No entanto, no acumulado do ano, a moeda americana apresenta uma desvalorização de 3,66%.
O mercado de ações vivenciou um dia de perdas significativas. O índice Ibovespa, negociado na B3, encerrou o período aos 180.464 pontos, com uma retração de 2,64%. Este indicador encontra-se em seu menor nível desde 26 de janeiro.
Apenas os papéis de empresas do setor de petróleo registraram ganhos, impulsionados pela valorização das cotações internacionais da commodity. O barril do tipo Brent, referência nas negociações globais, avançou 4,93%, atingindo US$ 85,41. Este foi o quinto dia consecutivo de alta.
Em escala mundial, investidores demonstraram preferência por ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em detrimento de aplicações de maior risco. A notícia de um bombardeio iraniano a um aeroporto em uma região autônoma do Azerbaijão reacendeu os receios de uma escalada do conflito no Oriente Médio.
A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial, adicionou mais um fator de instabilidade aos mercados, contribuindo para a disparada das cotações internacionais do petróleo e gás natural. Países produtores importantes, como Iraque e Kuwait, podem ter suas exportações interrompidas caso a passagem permaneça bloqueada.
* Com informações da Reuters