Eduardo Paes, filiado ao PSD e então prefeito do Rio, formalizou sua renúncia nesta sexta-feira (20/3). Durante uma cerimônia realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul, ele transferiu o comando da administração municipal para o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD). A decisão ocorre a menos de sete meses das próximas eleições, com Paes buscando, pela terceira vez, a candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro.
Durante o evento de transição, Paes ressaltou o que chamou de “avanços significativos” em várias áreas da metrópole. Entre os pontos mencionados, destacam-se a introdução do sistema Jaé, que substituiu o Riocard, e iniciativas na saúde, como a unidade que oferece Ozempic gratuitamente na rede municipal. O ex-prefeito também aproveitou a ocasião para tecer críticas à administração estadual vigente, fazendo promessas para uma eventual gestão sua: “No próximo ano, vocês não verão o governador transferindo a responsabilidade pela segurança pública para a presidente da República ou para a prefeitura”.
Por sua vez, Eduardo Cavaliere formalizou a posse ao assinar o livro correspondente e recebeu a chave da cidade diretamente de seu antecessor. Em seu discurso, ele expressou gratidão pela oportunidade de liderar a capital fluminense: “Este é um momento de celebrar o percurso e reafirmar o compromisso que selamos juntos na eleição de 2024. O que sinto hoje é um misto de responsabilidade, amor, vocação, gratidão e um imenso orgulho de ser carioca”.
Com apenas 31 anos, Cavaliere assume a posição de prefeito mais jovem do Rio de Janeiro desde a fusão dos estados, ocorrida em 1975. Eduardo Paes, por sua vez, conclui antecipadamente seu quarto mandato à frente da capital fluminense, que estava previsto para terminar em 2028. Nos mandatos anteriores, compreendidos entre 2009 e 2012, 2013 e 2016, e de 2021 a 2024, Paes havia completado integralmente os quatro anos de gestão.