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Quinta-feira, 05 de Março 2026

Política

Empresária Ingrid Santos passa mal e depoimento na CPMI do INSS é interrompido

Ela afirmou não ter conhecimento sobre o suposto esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Empresária Ingrid Santos passa mal e depoimento na CPMI do INSS é interrompido
© Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A oitiva da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi concluída prematuramente, após um mal-estar que a acometeu enquanto era questionada pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado, prontamente suspendeu a sessão para que a empresária recebesse assistência da equipe médica do Senado Federal. Ela se retirou da audiência antes do seu término.

Ingrid Santos havia sido convocada para prestar esclarecimentos após Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, comunicar sua ausência à comissão.

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Ingrid é esposa e parceira de negócios de Cícero Marcelino de Souza Santos. Ambos possuem vínculos com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma organização que supostamente teria recebido mais de R$ 100 milhões provenientes de descontos ilícitos em benefícios previdenciários.

Cícero é apontado como um dos operadores e assessor do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que também está sob investigação da CPMI.

Conforme apurações da CPMI, uma parcela dos valores supostamente desviados era movimentada através de contas de empresas nas quais Ingrid figurava como sócia.

"É importante recordar que a depoente recebeu, além dos montantes transferidos para as contas da empresa, mais de R$ 13 milhões, recursos que lamentavelmente pertencem aos aposentados e pensionistas do Brasil. Embora não se possa questionar a sinceridade das lágrimas, a gravidade do crime cometido é inegável. Nosso propósito é que todos os envolvidos, sem exceção, sejam responsabilizados por esse prejuízo bilionário", declarou o relator da CPMI após a retomada da sessão.

Antes de sua presença na CPMI, a empresária obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe garantia o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva.

Ingrid foi inquirida tanto sobre as atividades de seu cônjuge quanto sobre sua possível ciência a respeito do envolvimento das empresas no esquema de descontos irregulares do INSS.

Em resposta ao relator, Ingrid Santos alegou desconhecer os fatos e afirmou que não participava da administração das empresas, a qual, segundo suas declarações, era inteiramente responsabilidade de Cícero Santos.

"Sobre as empresas e as movimentações financeiras, não poderei fornecer qualquer resposta, pois a gestão de tudo isso, como já foi exposto a todos, era conduzida pelo meu esposo, Cícero. Ele, inclusive, quebrou a minha confiança no momento em que a Polícia Federal chegou à minha residência, perturbando o sono dos meus filhos e constrangendo minha família", expressou ela.

"Tudo isso é uma surpresa para mim; estar aqui também está sendo extremamente difícil, pois jamais imaginei vivenciar uma situação como esta", concluiu, momentos antes de sentir o mal-estar.

Daniel Vorcaro

Previamente ao início da oitiva, o presidente da CPMI anunciou sua intenção de contestar a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que dispensou o banqueiro Daniel Vorcaro de depor perante a comissão.

O depoimento do ex-proprietário do Banco Master estava agendado para esta segunda-feira, porém, um habeas corpus garantiu que Vorcaro não teria a obrigação de comparecer à CPMI.

Vorcaro, atualmente em regime de prisão domiciliar, foi convocado para prestar esclarecimentos acerca de supostas irregularidades em empréstimos consignados e os danos resultantes para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS. O Banco Master mantinha um convênio de cooperação técnica com o instituto para a concessão de crédito consignado.

Pedido de prorrogação

Viana também informou ter requisitado a extensão dos trabalhos do colegiado por, no mínimo, 60 dias. Ele mencionou que um pedido formal de prorrogação foi entregue na Casa Legislativa para avaliação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas até o momento não obteve resposta.

Diante da ausência de retorno, Viana considera a possibilidade de acionar o STF para garantir a continuidade das atividades da comissão, que tiveram início em 20 de agosto.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
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