O ex-deputado federal do PT, Paulo Frateschi, foi morto a facadas nesta quinta-feira (6). Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu dentro da residência da família, em São Paulo, e o principal suspeito é o filho do ex-parlamentar, que teria cometido o ataque durante um surto.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados após uma denúncia de que havia um homem esfaqueado no local. Quando chegaram, encontraram Frateschi caído na cozinha, com um ferimento grave no abdômen. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.
A esposa de Frateschi, Iolanda Maux, também foi agredida durante o ataque e sofreu uma fratura no braço. Ela foi levada ao hospital e permanece sob cuidados médicos. O filho foi detido e levado à delegacia, onde deve passar por avaliação psicológica.
Paulo Frateschi foi presidente estadual do PT e era amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao longo da vida, enfrentou tragédias familiares: em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em um acidente de carro na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP); e, no ano seguinte, outro filho, Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente automobilístico na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis (RJ).
O velório de Júlio, na época, contou com a presença de Lula, dos então ministros Antonio Palocci e José Dirceu, da prefeita Marta Suplicy e do ex-presidente do PT José Genoino. Frei Betto, frade dominicano e assessor da Presidência, conduziu uma celebração em homenagem ao jovem.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e as motivações do ataque.
Leia mais:
- “Matei sua filha”: feminicida confessa assassinato e se esconde em cemitério após crime
- Cuidador de idosos é assassinado dentro de casa; amigo que estava com ele desapareceu após o crime
- Mulher presa por assassinato de delegado foi buscar fuzil usado no crime, diz polícia