A fatalidade que abalou a nação, envolvendo o ex-secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, e o falecimento de seus filhos Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, permanece sob análise detalhada. Enquanto a polícia trabalha para desvendar os motivos do infanticídio seguido de suicídio, novos depoimentos ajudam a traçar o perfil do autor antes do ocorrido.
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Em contato exclusivo, o Bacci Notícias ouviu uma pessoa muito ligada a Thales. As declarações descrevem um homem visto socialmente como um pai e marido exemplar, uma imagem oposta à brutalidade do crime.
Apresentamos agora o conteúdo integral da conversa com essa fonte.
“Peço que me entenda, mas prefiro manter viva a lembrança do nosso amigo como um genitor dedicado, que sempre amparou todos os familiares. Ele era um esposo maravilhoso e extremamente preocupado, que chegava a negligenciar as próprias necessidades em favor do próximo.”
Segundo o relato, Thales agia de forma muito reservada, evitando transparecer qualquer tipo de conflito interno ou vulnerabilidade, mesmo diante de pessoas de confiança.
“Ele nunca compartilhava problemas; para nós, tudo parecia estar em perfeita ordem.”
Contudo, nos dias que antecederam o desfecho fatal, um hábito específico passou a ser notado, embora não tenha sido interpretado como um sinal de alerta na ocasião.
“Ele parecia tranquilo recentemente. Conversamos e a única coisa que me chamou a atenção foi o fato de ele checar o celular constantemente, mas ninguém poderia supor o que estava se passando na cabeça dele.”
Com base nas informações da investigação, que considera crises no casamento e uma possível traição como hipóteses, a reportagem questionou a fonte sobre a vida íntima do casal.
Victor Oliveira (Bacci Notícias): “As apurações sugerem que o ato teria ocorrido após ele descobrir uma infidelidade da esposa. Ele chegou a mencionar algo sobre o relacionamento ou dificuldades conjugais?”
A resposta apenas reiterou o comportamento introspectivo que o secretário manteve ao longo do tempo.
“Ele jamais desabafava sobre crises, sempre afirmava que estava tudo ótimo. O único detalhe foi esse uso frequente do telefone; ele falava conosco e logo voltava a escrever algo no aparelho. Como eu disse, era impossível prever que viveríamos esse pesadelo.”
Para o entrevistado, os sinais só fizeram sentido após a consumação da tragédia. O foco excessivo no celular e as interrupções nas conversas ganharam um novo e triste significado.
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A matéria Exclusivo: pessoa próxima a secretário que tirou a vida dos filhos notou comportamento estranho com celular foi publicada originalmente em Bacci Notícias.