O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o pedido para investigar a imparcialidade do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master. A resolução foi proferida no último sábado, dia 21.
Em um encontro realizado em 12 de maio, Toffoli já havia renunciado à relatoria do processo. Subsequentemente, outros ministros do STF emitiram um comunicado oficial indicando que não havia motivos para questionar a imparcialidade do ministro.
A reunião foi convocada por Fachin após a Polícia Federal (PF) apresentar ao chefe da Corte um relatório que apontava menções a Toffoli em uma comunicação no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, cujo aparelho foi apreendido.
Com o afastamento de Toffoli da relatoria, o ministro André Mendonça foi designado para conduzir o inquérito referente ao Banco Master.
Durante sua atuação como relator, o ministro Dias Toffoli enfrentou críticas por manter a posição após reportagens indicarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master, o qual adquiriu uma participação no resort Tayayá. Este empreendimento, situado no Paraná, pertencia a familiares do ministro.
Toffoli admitiu ser um dos sócios da companhia que comercializou a participação no resort, porém, afirmou não ter recebido qualquer quantia de Daniel Vorcaro nem possuir laços de amizade com o banqueiro.