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Sábado, 11 de Abril 2026

Política

Fernanda Machiavelli assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário

Em balanço sobre territórios quilombolas, Lula destacou que a atual gestão já concedeu 32 títulos e assinou 60 decretos, beneficiando mais de 10 mil famílias.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Fernanda Machiavelli assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A atual secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiavelli, passará a chefiar a pasta nos próximos dias. Ela substitui Paulo Teixeira, que deixará o cargo para concorrer a uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro. O anúncio foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta terça-feira (24), durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília. O prazo legal para que ocupantes de cargos públicos se afastem para disputar o pleito termina em 4 de abril.

"Estou priorizando a manutenção de pessoas que já integram a equipe e possuem domínio sobre o funcionamento da máquina pública, visando facilitar a continuidade do trabalho. Tenho plena confiança de que a Fernanda desempenhará um ótimo papel", afirmou Lula. A nova ministra deve permanecer na liderança do MDA pelos nove meses restantes do atual mandato presidencial.

Graduada em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP), onde também obteve os títulos de mestre e doutora, Fernanda Machiavelli é servidora de carreira no cargo de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Ela atua como secretária-executiva do MDA desde o início da terceira gestão de Lula, em 2023.

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No decorrer do evento, o presidente apresentou um panorama das ações governamentais voltadas à agricultura familiar.

"O programa Desenrola Rural possibilitou a renegociação de débitos de 507 mil produtores, somando R$ 23 bilhões. Já o Plano Safra vigente atingiu a marca de um milhão de operações, com R$ 37 bilhões já contratados, restando ainda outro milhão de contratos previstos até o encerramento do ano", ressaltou o mandatário.

No que tange à regularização de territórios quilombolas, Lula informou que, na atual gestão, foram outorgados 32 títulos e firmados 60 decretos, o que consolidou o atendimento a 10,1 mil famílias em uma extensão de 271 mil hectares. Além disso, o presidente apontou que o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) assentou 234 mil famílias no último triênio.

"Não é preciso listar tudo o que foi realizado, pois as carências são vastas e, independentemente do esforço, sempre haverá novas demandas. O fundamental é compreender que o progresso social e nacional é uma construção contínua", refletiu.

O chefe do Executivo descreveu a atuação de Teixeira no ministério como "extraordinária e dignificante", estendendo elogios à gestão de César Aldrighi à frente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Lula também se dirigiu aos representantes de movimentos sociais do campo e comunidades quilombolas que acompanhavam o ato.

"Sem o apoio de vocês, não teríamos alcançado esses resultados. A divergência é natural e legítima. Somos a via aberta para o questionamento, e sou o único presidente com quem vocês têm a liberdade de dialogar de forma direta e companheira", pontuou.

Riscos da atualidade

Durante o encontro, o presidente retomou discussões sobre a geopolítica global, criticando o avanço de conflitos bélicos e o fortalecimento de correntes extremistas.

"A democracia enfrenta ameaças globais, com o crescimento da extrema-direita e o agravamento de disputas armadas. Vivemos hoje o período com o maior volume de conflitos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, atingindo quase todos os continentes", alertou.

Ao abordar o tema da soberania, Lula enfatizou que as reservas de minerais críticos e terras raras no Brasil — que despertam o interesse de nações estrangeiras, como os Estados Unidos (EUA) — pertencem exclusivamente aos brasileiros.

"Estabeleci um conselho focado na proteção de minerais estratégicos e da soberania nacional. Neste país, somos nós que definimos nosso rumo e cuidamos do nosso patrimônio", concluiu. O tema tem sido recorrente nas recentes intervenções públicas e agendas internacionais do presidente.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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