Um co-piloto europeu é acusado de exercer suas funções sem licença válida, utilizando documentos falsificados para comprovar qualificações que ele nunca teve. A identidade do homem não foi revelada, mas autoridades confirmaram que ele operou diversos voos comerciais pela Europa por vários meses.
O funcionário trabalhava para a Avion Express, companhia aérea da Lituânia especializada no modelo wet lease, no qual a empresa fornece aeronave e tripulação completa para outras companhias ao redor do mundo. Antes disso, o suspeito havia atuado como primeiro oficial na Garuda Indonésia, segundo informações do Daily Mail.
A empresa confirmou ao site Aero Telegraph que só descobriu recentemente inconsistências nos certificados apresentados pelo copiloto e que uma investigação interna está em andamento.
A companhia reforçou que todos os seus processos de contratação seguem rigorosamente os regulamentos internacionais de aviação, e que “a segurança continua sendo prioridade absoluta”.
Prática não é inédita no setor
Casos de pilotos falsificando licenças já inspiraram desde filmes clássicos, como “O Aviador”, até investigações recentes.
Em 2024, um voo parceiro da Alaska Airlines teve de desviar da rota quando o piloto admitiu, durante o voo, que não era qualificado para pousar no Aeroporto de Jackson Hole, considerado um dos mais desafiadores dos EUA devido à altitude, vento e pista curta.
Nesses locais, os pilotos precisam de certificação adicional para operar com segurança.
Investigação segue em andamento
A Avion Express não informou quantos voos o copiloto operou nem se houve risco significativo aos passageiros. A auditoria interna deve determinar se houve falha nos protocolos de verificação e se outras contratações podem ter sido afetadas.
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