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O chefe do executivo de Santa Catarina, Jorginho Mello, comentou o lamentável episódio envolvendo o cão Orelha, que teria sido vítima de agressões por parte de adolescentes e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia no início de janeiro, em Florianópolis. O político assegurou que determinou uma apuração imediata e que todas as providências cabíveis estão sendo tomadas. Segundo suas declarações, as evidências coletadas são de natureza extremamente perturbadora.
Em sua conta no Instagram, Jorginho Mello informou que está acompanhando a situação de perto e reiterou a necessidade de que o ocorrido seja investigado com celeridade pelas autoridades competentes em Florianópolis. "Na sexta-feira, 16 de janeiro, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado geral investigação imediata", declarou o governador no comunicado.
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Ademais, o governador apresentou atualizações sobre o progresso da investigação: "Nossa Polícia Civil realizou diligências, coletou evidências e solicitou à justiça mandados, alguns dias após o início da apuração", disse. "A juíza responsável se declarou impedida e um novo magistrado foi designado para deliberar sobre nossos pedidos. Teremos novidades nos próximos dias", concluiu.
Além de esclarecer que a magistrada responsável pelo caso se afastou e que outro juiz assumirá a decisão sobre as solicitações feitas, o governador garantiu que novas informações devem surgir em breve. Por fim, ele enfatizou a força das provas já reunidas no processo: "As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago", manifestou publicamente sua indignação.
Relembre o caso Orelha
Orelha era um cão comunitário que residia na Praia Brava, em Florianópolis, e era cuidado pelos residentes da área. Muito estimado pela comunidade local, o animal vivia no local há aproximadamente uma década. Contudo, o cachorro teria sido violentamente agredido por jovens, necessitando ser submetido à eutanásia. O caso ganhou notoriedade após protestos organizados por moradores em busca de justiça.
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos quatro jovens suspeitos foram identificados e localizados após análise de informações, depoimentos de testemunhas e outros elementos da investigação. O Ministério Público de Santa Catarina, através da Promotoria de Justiça da Capital, com atuação nas áreas da Infância e Juventude e do Meio Ambiente, também acompanha e participa ativamente das apurações.