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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Homem que matou jovem e arrancou pele do rosto e olhos da vítima vai a julgamento

O julgamento de Elizeu Castro, acusado de matar com extrema crueldade a jovem Ana Caroline Sousa Campêlo, de 21 anos, ocorre nesta quarta-feira (5), em Maranhãozinho (MA). A vítima foi encontrada sem pele no rosto e com os olhos arrancados em dezembro de 2023, quando voltava do trabalho. O caso causou grande comoção e mobilizou […]

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Homem que matou jovem e arrancou pele do rosto e olhos da vítima vai a julgamento
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O julgamento de Elizeu Castro, acusado de matar com extrema crueldade a jovem Ana Caroline Sousa Campêlo, de 21 anos, ocorre nesta quarta-feira (5), em Maranhãozinho (MA). A vítima foi encontrada sem pele no rosto e com os olhos arrancados em dezembro de 2023, quando voltava do trabalho. O caso causou grande comoção e mobilizou movimentos sociais que pedem o reconhecimento do crime como lesbocídio — assassinato motivado pelo ódio a mulheres lésbicas.

Elizeu está preso desde 2024 e vai a júri popular por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de emboscada, tortura e feminicídio. Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito seguindo Ana Caroline de moto momentos antes do crime.

A mãe da jovem, Carmelita Sousa, ainda busca respostas sobre o que motivou o assassinato.

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“Eu nunca tive explicação nenhuma. Só quero justiça. Ele tirou minha filha, quem perdeu fui eu”, desabafou.

O julgamento, inicialmente marcado para julho, foi adiado e deve ouvir cinco testemunhas de acusação e depoimentos da defesa.

Para a advogada da família e assistente de acusação do Ministério Público, Luanna Lago, o caso simboliza um crime de ódio.

“Quando a sociedade reconhece a gravidade desse tipo de crime e condena o autor, mostra que não aceita mais a desumanização de mulheres lésbicas”, afirmou.

Ativistas do movimento LGBTQIA+ defendem que a condenação possa fortalecer a luta pela tipificação do lesbocídio no Código Penal, nos mesmos moldes do feminicídio.

“É preciso dar visibilidade a esses casos, reconhecer nossa existência e garantir políticas públicas de prevenção e reparação”, destacou a psicóloga Maria Esteves, do coletivo Lesbo Amazônidas.

O julgamento é acompanhado por organizações de direitos humanos e grupos que lutam por justiça para Ana Caroline.

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FONTE/CRÉDITOS: Marcela Gomes/ Bacci Notícias
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