A segunda-feira (2/3) marcou um novo capítulo na escalada de tensões diplomáticas no Oriente Médio, com grande repercussão global. Ali Larijani, o chefe de Segurança do Irã, veio a público para refutar veementemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurando que Teerã não se sentará à mesa para negociar com Washington.
Essa afirmação contraria diretamente as recentes declarações do líder americano, que sugeriam uma suposta abertura da cúpula iraniana para o diálogo, especialmente após os intensos bombardeios ocorridos no fim de semana. Em sua conta na rede social X, Larijani foi enfático em suas críticas, declarando categoricamente: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.
O secretário iraniano prosseguiu, acusando o presidente norte-americano de mergulhar a região em desordem devido a “fantasias delirantes”. Em uma crítica incisiva, ele alegou que o republicano teria trocado seu conhecido slogan “América Primeiro” por uma postura de “Israel Primeiro”, comprometendo a vida de militares americanos para satisfazer as ambições de poder israelenses.
“Atualmente, a nação iraniana age em autodefesa. As forças armadas do Irã não foram as iniciadoras da agressão”, defendeu Larijani, rechaçando qualquer envolvimento de mediadores de Omã em propostas de acordo. Essa posição irredutível do chefe de segurança colide frontalmente com as ameaças e promessas proferidas por Trump no domingo (1º/03).
Em um comunicado em vídeo, o presidente Donald Trump havia afirmado que a campanha militar prosseguiria até que todos os seus objetivos fossem alcançados, prometendo retaliação pela perda de três soldados americanos. Em um ultimato severo, o político alertou a Guarda Revolucionária iraniana: rendam suas armas e obtenham imunidade, ou enfrentarão a “morte certa”.