A renomada modelo e empresária internacional Izabel Goulart refutou veementemente qualquer envolvimento com Jeffrey Epstein, após seu nome ter sido mencionado indiretamente em documentos e arquivos divulgados nos Estados Unidos referentes ao caso do financista. Epstein, condenado por crimes sexuais, faleceu em 2019. A declaração oficial foi emitida através de uma nota à imprensa por seu advogado, Daniel Leon Bialski.
Segundo a defesa, Izabel Goulart jamais se hospedou ou esteve em qualquer residência de Epstein, tampouco manteve qualquer tipo de relacionamento com ele. O comunicado ressalta que a modelo desconhece integralmente os eventos citados em e-mails de terceiros que foram recentemente divulgados e que têm gerado interpretações equivocadas nas redes sociais.
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A assessoria também esclareceu que, em 2005, quando se mudou para Nova York para iniciar sua carreira, Izabel compartilhou um apartamento com outras modelos. O imóvel foi disponibilizado pela agência que a representava na época, uma prática comum em contratos internacionais para modelos adultas. A defesa enfatiza que essa situação não possui qualquer conexão com Jeffrey Epstein ou com propriedades a ele vinculadas.
No pronunciamento, Izabel Goulart também expressou repúdio a qualquer tentativa de associar sua imagem ao nome do financista. O texto destaca que, em mais de duas décadas de carreira internacional, a modelo sempre prezou e manteve altos padrões de profissionalismo e integridade em sua trajetória no mundo da moda e dos negócios.
O advogado alertou que quaisquer ataques à reputação da modelo não serão tolerados. De acordo com a nota, indivíduos que propagarem ofensas, calúnias ou informações que atentem contra a dignidade, o nome e a imagem de Izabel Goulart poderão ser legalmente responsabilizados.
É importante notar que a investigação sobre o caso abrange uma vasta quantidade de registros. O Departamento de Justiça dos EUA já divulgou aproximadamente 3,5 milhões de páginas e informou ter identificado cerca de 6 milhões de páginas de evidências. Isso explica como nomes podem surgir em materiais diversos, como e-mails de terceiros, sem que isso, por si só, estabeleça qualquer vínculo ou responsabilidade.
O escândalo envolvendo o bilionário americano é antigo e se refere a um esquema de exploração sexual de menores que operou por anos. A situação veio à tona a partir de investigações conduzidas pelas autoridades americanas. Epstein, um financista com influentes conexões políticas e empresariais, foi acusado de abusar sexualmente de adolescentes e de envolvê-las com outros homens, utilizando sua rede de poder e suas propriedades em locais como Nova York, Flórida e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.
Em 2008, ele firmou um acordo judicial polêmico que reduziu significativamente sua pena. No entanto, o caso foi reaberto em 2019, quando foi detido novamente por tráfico sexual. Epstein faleceu na prisão em agosto daquele ano. Desde então, a publicação de milhões de páginas de documentos tem gerado repercussão global ao mencionar diversas personalidades públicas.