O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, virou alvo de críticas e ironias nas redes sociais e na imprensa internacional após anunciar a criação dos chamados “Jogos Patrióticos”, um evento esportivo previsto para 2026 em comemoração aos 250 anos da independência do país. A proposta prevê a participação de um jovem e uma jovem de cada estado e território americano, o que levou internautas e veículos estrangeiros a compararem a iniciativa à franquia Jogos Vorazes.
O anúncio foi feito em um vídeo divulgado nas redes sociais oficiais da Casa Branca na quinta-feira (18). Segundo Trump, o evento terá duração de quatro dias e reunirá atletas do ensino médio considerados os melhores de suas regiões.
Comparação com a franquia de ficção
Na série Jogos Vorazes, escrita por Suzanne Collins, um governo autoritário promove anualmente uma competição violenta envolvendo um rapaz e uma moça de cada distrito do país, em uma narrativa que critica o abuso de poder e a espetacularização do sofrimento humano. A semelhança estrutural entre as duas propostas foi suficiente para gerar repercussão imediata.
Veículos internacionais, como o BuzzFeed, ironizaram o anúncio, destacando a coincidência entre o formato do evento e a obra de ficção. Nas redes sociais, usuários também reagiram com memes e críticas, apontando o simbolismo político da proposta.
Anúncio reforça política contra atletas trans
Durante o vídeo, Trump também voltou a defender a política do governo contra a participação de atletas trans em competições femininas. O presidente afirmou que não permitirá a presença de homens em categorias esportivas destinadas a mulheres.
Em fevereiro, Trump assinou uma ordem executiva intitulada “Deixando Homens Fora dos Esportes das Mulheres”, com o objetivo de restringir a participação de mulheres trans em competições femininas. Após a medida, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos alterou suas normas internas e passou a adotar a mesma diretriz.
Repercussão internacional
A decisão gerou críticas de entidades esportivas e de defensores dos direitos humanos, especialmente diante do fato de que Los Angeles sediará os Jogos Olímpicos de 2028. Especialistas avaliam que o tema pode provocar novos embates diplomáticos e esportivos nos próximos anos.
Até o momento, a Casa Branca não detalhou quais modalidades farão parte dos Jogos Patrióticos nem como será o processo de seleção dos atletas.
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