O conflito judicial entre George Henrique & Rodrigo e seus ex-empresários da WorldShow Promoções avançou com novas resoluções da Justiça desfavoráveis à dupla. Segundo uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás, obtida pelo portal LeoDias, foi mantida a ordem para que um caminhão Scania P320, propriedade da WorldShow, seja reintegrado à posse da empresa. A decisão ocorreu após os cantores não devolverem o veículo voluntariamente dentro do prazo estipulado de 20 dias.
Em face do não cumprimento, a 6ª Vara Cível de Goiânia emitiu um mandado de busca e apreensão. A ordem judicial autoriza o uso de força policial, o bloqueio de circulação do veículo no sistema Renajud e, se necessário, o arrombamento para a remoção do caminhão.
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A questão foi trazida à tona em abril do ano passado pelo portal LeoDias. Na ocasião, a dupla alegou que a empresa teria agido em retaliação após o término do contrato. Eles afirmaram que o caminhão, utilizado em suas turnês, foi adquirido com recursos próprios, mas registrado em nome da WorldShow.
Na sentença, o juiz Carlos Eduardo Rodrigues de Sousa apontou que a posse do caminhão pela dupla se tornou irregular após a rescisão do contrato de agenciamento. Ele também destacou que a continuidade da circulação do veículo, sem seguro válido desde junho de 2025, representa um risco legal para a proprietária. O magistrado mencionou ainda que o Tribunal de Justiça já havia negado um recurso da defesa, confirmando a liminar e concedendo um prazo adicional para a organização da agenda de shows. Contudo, esse prazo expirou em 12 de janeiro de 2026 sem que o veículo fosse devolvido.
Em paralelo, um processo em São Paulo aponta outro descumprimento por parte dos artistas. Desde junho de 2025, a 24ª Vara Cível do Foro Central determinou que os valores relacionados à disputa contratual fossem depositados em juízo. Diante da falta de cumprimento, a juíza Tamara Hochgreb Matos autorizou que 50% dos cachês dos shows da dupla fossem diretamente depositados judicialmente, sob pena de responsabilização pessoal dos contratantes que desobedecessem a ordem.
As recentes decisões indicam, segundo os juízes, que houve resistência em acatar ordens judiciais já confirmadas por instâncias superiores. O portal LeoDias tentou contato com a dupla e seus representantes legais, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para quaisquer esclarecimentos.