Uma mulher dos Estados Unidos afirma ter identificado o corpo de seu filho na exposição Real Bodies, em Las Vegas, e exige testes de DNA. Kim Erick, de 54 anos, diz ter certeza de que um dos cadáveres exibidos corresponde a Chris Erick, morto em 2012, e cuja cremação ela sempre contestou.
De acordo com informações do Portal Terra, Chris morreu aos 21 anos enquanto dormia na casa da avó. O pai providenciou a cremação sem consultá-la, e Kim recebeu apenas um pequeno frasco com cinzas, o que gerou dúvidas sobre a autenticidade do procedimento. Depois, ela teve acesso a fotos do corpo, que mostravam hematomas, cortes e sinais de ferimentos. Um exame toxicológico revelou a presença de cianeto — substância que pode causar morte rápida. Apesar disso, as autoridades da época trataram o caso como suicídio.
Nos últimos anos, Kim continuou investigando por conta própria. Ao ver imagens da exposição Real Bodies, reconheceu características físicas que, segundo ela, eram compatíveis com as de Chris, incluindo uma fratura no crânio e a suposta raspagem de tatuagens.
O museu, porém, nega qualquer possibilidade de identificação. Em nota, afirmou que todos os corpos expostos são provenientes da China, não possuem identificação biológica e seguem padrões éticos internacionais:
“Não há qualquer fundamento factual para essas alegações. O espécime está em exibição contínua desde 2004 e não pode ser associado ao indivíduo mencionado.”
A família insiste para que testes de DNA sejam realizados, mas os responsáveis pelo Real Bodies reiteram que isso não é possível, pois nenhum dos corpos possui documentação que permita rastreamento individual.