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Terça-feira, 10 de Fevereiro 2026

Justiça

Manifestação no Rio clama por justiça no caso Thiago Menezes Flausino

O estudante de 13 anos foi executado enquanto estava na garupa de uma moto, na via principal de acesso à Cidade de Deus, após ser alvejado por três tiros.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Manifestação no Rio clama por justiça no caso Thiago Menezes Flausino
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Uma manifestação realizada em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nesta terça-feira (27) exigiu justiça pelo assassinato do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, ocorrido em 7 de agosto de 2023. Dois policiais militares (PMs), Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, são acusados de homicídio e fraude processual e iniciam seu julgamento hoje perante um júri popular.

Priscila Menezes Gomes de Souza, mãe de Thiago, compartilhou que o desejo do filho era se tornar um jogador de futebol profissional. Thiago deixou pais e três irmãs. "É um período de imensa dor para a família, pois nada o trará de volta, mas é fundamental que a justiça prevaleça. Eles tentaram incriminar o Thiago, mas foram eles que cometeram o crime e agora enfrentarão o banco dos réus", declarou a mãe.

Thiago foi morto enquanto viajava na garupa de uma motocicleta na principal estrada de acesso à Cidade de Deus. Ele foi atingido por três disparos de arma de fogo. O adolescente não portava nenhuma arma e não havia nenhum tipo de confronto no momento em que foi alvejado.

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Os policiais admitiram em seus depoimentos terem efetuado os disparos contra Thiago. Eles também respondem por fraude processual devido à tentativa de plantar uma arma na cena do crime com o objetivo de sustentar a alegação de que houve um confronto.

Inicialmente, quatro policiais militares foram identificados e detidos como envolvidos na morte de Thiago. Em junho de 2025, o Tribunal de Justiça decidiu pela soltura de dois deles, por considerar que não teriam participado diretamente do homicídio.

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, informou que a organização tem acompanhado a família de Thiago desde o seu falecimento. "Foi uma severa violação de direitos humanos, onde tudo foi conduzido de maneira equivocada. A polícia agiu mal ao suspeitar, julgar e matar instantaneamente um garoto de 13 anos. Nossa expectativa é que o Tribunal do Júri conceda justiça. A demora já é, em si, uma forma de injustiça", afirmou Jurema.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
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