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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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Marcos Oliveira detalha rotina no Retiro dos Artistas, incluindo falta de intimidade e conflitos de convivência

Ator, célebre por seu papel como Beiçola em "A Grande Família", expressou descontentamento com a falta de educação de outros residentes.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Marcos Oliveira detalha rotina no Retiro dos Artistas, incluindo falta de intimidade e conflitos de convivência
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O ator Marcos Oliveira compartilhou detalhes sobre seu dia a dia no "Retiro dos Artistas", revelando alguns desafios enfrentados no abrigo. Conhecido por sua interpretação de Beiçola na série "A Grande Família", da Globo, ele manifestou insatisfação com a convivência entre os moradores e a ausência de intimidade no local. O artista mudou-se para a residência, doada por Marieta Severo, dentro da instituição de acolhimento no Rio de Janeiro, em abril de 2025.

Em uma conversa com a revista Veja, o experiente ator abordou o desejo por uma vida afetiva mais ativa: "A gente, mesmo sendo idoso, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos, entende? Sexuais noturnos. E isso não é abordado, porque o idoso é tido como alguém que não sente mais prazer, que não tem mais relações sexuais".

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Aos 63 anos, Marcos Oliveira explicou que suas "necessidades" sexuais se traduzem mais em um anseio por afeto e intimidade. "Aí fica aquela situação... Não espero um sexo espetacular, entende? Que sobe, desce. Não, mas é uma troca de carinho, uma troca de algo, e aqui isso não é permitido", desabafou.

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Outro ponto de atrito para o ator é a convivência com os demais residentes do Retiro dos Artistas. Segundo ele, o comportamento de alguns vizinhos é fonte de perturbação: "Morar aqui é ótimo, mas é preciso se adaptar. Não há uma norma de conduta geral para a convivência. E aí você tem que aguentar. Na hora do almoço, é uma refeição em que eles falam alto. Gritam, a forma de se relacionar deles é gritar".

"É algo meio... Eu digo assim, 'você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você'. O comportamento é muito desrespeitoso", criticou o artista, acrescentando: "Então eu fico em silêncio, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não há mais respeito, então que falem o que quiserem. E eles não têm o costume de visitar uns aos outros. Preferem fazer algum comentário na hora da refeição. E só falam sobre o passado. E aí, meu amigo, eu não estou preso ao passado".

Marcos também ressaltou a importância de retomar suas atividades profissionais, em vez de apenas relembrar histórias antigas. "Eu quero conquistar minhas coisas hoje. Cada um tem sua necessidade e a maioria deles é assim. Eu ainda tenho capacidade de falar, de pensar, de interpretar. E eles não. Estão aqui apenas para comer, beber e falar do passado. Ficam discutindo ideias do passado e eu quero discutir ideias para o futuro. Há quem queira fazer isso pelo resto da vida, mas eu não quero. Não nasci para ser inerte. Quero trabalhar, quero produzir, quero ganhar meu dinheiro", expressou.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Giagio
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