A Polícia Civil de Roraima (PCRR) indiciou, nesta segunda-feira (24), a médica Mayra Suzanne Garcia Valladão, de 35 anos, por homicídio culposo pela morte da defensora pública Geana Aline de Souza Oliveira, 39, ocorrida em março deste ano. A paciente morreu após sofrer infecção pélvica grave, necrose de órgãos reprodutivos e choque séptico, segundo laudos periciais.
Geana passou mal após a tentativa de inserção de um DIU no consultório da médica. Exames afastaram qualquer hipótese de gravidez ou aborto, informações que circularam logo após a morte.
Investigação aponta negligência
A delegada responsável pelo caso, Jéssica Muniz Abrantes, informou que o inquérito reuniu prontuários, oitivas e laudos periciais. Segundo ela, mesmo quando a paciente retornou ao consultório debilitada e com acúmulo de líquido abdominal, a médica não emitiu encaminhamento formal para atendimento de urgência.
Mayra chegou a afirmar, nas redes sociais, que o óbito “não tinha relação com os atendimentos médicos realizados”, alegando ter prestado toda a assistência necessária.
Após a morte, o consultório da médica passou por uma inspeção realizada em conjunto pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual, no dia 28 de março. O relatório, considerado decisivo para o indiciamento, apontou falhas graves de esterilização, material de reuso utilizado no atendimento e manipulação de materiais por pessoas sem qualificação técnica.
A Polícia Civil concluiu que houve negligência e imperícia no atendimento, resultando na infecção que levou à morte da defensora. O caso segue agora para o Ministério Público de Roraima, que dará continuidade às medidas judiciais.
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