Um médico argentino ganhou destaque nas redes sociais ao revelar sua demissão de um dos hospitais onde prestava serviços. Nico Zetta, que possuía um cargo na cidade de La Calera, afirmou que o desligamento ocorreu logo após a direção da unidade de saúde tomar conhecimento de que ele mantinha uma conta ativa em uma plataforma de conteúdo adulto.
Dilema entre vida profissional e pessoal
A instituição justificou a decisão, alegando que a exposição pública do profissional na plataforma seria incompatível com o exercício da medicina e com a imagem que o hospital busca projetar para a comunidade local.
Apesar da dispensa na clínica de La Calera, Nico Zetta informou que a repercussão do caso não impediu totalmente sua trajetória profissional. O médico continua exercendo suas funções em outra unidade hospitalar situada em La Falda, a aproximadamente 72 quilômetros de distância. A permanência em seu posto de trabalho na segunda instituição sugere que há diferentes interpretações entre as administrações hospitalares sobre os limites entre a vida privada e a conduta profissional.
O desabafo nas redes sociais
Em suas plataformas digitais, Nico Zetta contestou as justificativas apresentadas pela clínica, defendendo que sua produtividade e a segurança dos pacientes nunca foram comprometidas por suas atividades pessoais.
O médico argumenta que o julgamento moral sobre seu comportamento fora do horário de trabalho não possui embasamento técnico para uma rescisão contratual. Para ele, o foco das instituições deveria se restringir à competência clínica e aos resultados alcançados durante o expediente médico.
“Vamos falar um pouco sobre a polêmica que surgiu porque a prefeitura de La Calera me demitiu da clínica onde eu trabalhava por eu ter uma conta no OnlyFans. O que alguém faz na vida pessoal, fora do trabalho, não deveria interferir na qualidade do atendimento”, declarou o médico em seu perfil nas redes sociais.