O nutrólogo Eduardo Rauen foi demitido pela direção do São Paulo Futebol Clube nesta terça-feira (16) após a informação de que o médico utilizou canetas de Monjauro não autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dois atletas do clube, cujas identidades não foram divulgadas.
A informação foi divulgada inicialmente pelo portal UOL, envolvendo o profissional e a TecFut, centro de tecnologia e ciência do futebol administrado por ele e pela equipe, no Centro de Treinamento do clube, na Barra Funda.
Rauen teria adquirido os medicamentos como pessoa física, outra irregularidade segundo as diretrizes da agência reguladora. A unidade do medicamento custaram R$ 5.599, bem acima do valor de mercado, entre R$ 1.523,06 a R$ 4.067,81, a depender da incidência de impostos e da quantidade.

(Foto: Divulgação / Eli Lilly do Brasil)
Utilização de Mounjaro
A utilização dos medicamentos não fiscalizados pela Anvisa também pode acarretar em problemas de saúde nos atletas. O uso das canetas tem efeito emagrecedor, o que popularizou o Mounjaro desde a liberação para este uso, em junho de 2025.
Regulamentada desde setembro de 2023, a utilização do medicamento só era permitido para o tratamento de diabetes mellitus (tipo-2), atuando na compensação de insulina no organismo.
Mesmo assim, o São Paulo nega que o uso de Mounjaro seja responsável pelo excesso de lesões percebido nos atletas do clube na temporada de 2025. Um levantamento realizado em novembro apontou que 24 dos 33 atletas do elenco profissional sofreram algum tipo de lesão no ano.
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