Em Bacabal, Maranhão, o sumiço dos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, atingiu 12 dias nesta quinta-feira (15) sem a descoberta de qualquer rastro concreto na área de mata onde as operações de busca estão focadas. A completa ausência de indícios tem impulsionado diversas teorias entre os residentes locais, que começaram a considerar explicações alternativas para o caso.
Em depoimento ao jornalista Luís André, o voluntário Auderi Rodrigues, envolvido nas operações de busca, expressou sua convicção de que as crianças já não se encontram na localidade e que o episódio pode estar ligado a atividades ilícitas.
“Aqui é um lugar de feitiçaria. Essas crianças foram comercializadas. Como é possível que dois menores dessa faixa etária não chorem? Há alguém de São Sebastião envolvido”, afirmou ele.
A ausência de vestígios, conforme Auderi, corrobora sua suspeita. “Isso não está acontecendo de graça, com certeza [foram vendidos]”, reiterou.
Rodrigues ainda insinuou que o sumiço foi meticulosamente planejado. “Quem executou esse ato o fez com perfeição. É um trabalho de feitiçaria muito bem elaborado”, comentou.
Contudo, as autoridades não confirmaram oficialmente a tese de venda dos menores. A Polícia Civil prossegue com as investigações, explorando diversas hipóteses, como a de sequestro, enquanto as operações de busca persistem com o auxílio de forças de segurança e cidadãos voluntários.
As buscas entram em nova etapa
Diante dessa conjuntura, a equipe de resgate iniciou uma fase renovada das operações, com a participação de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) no Lago Limpo, área considerada um possível trajeto das crianças.
Até o momento, mais de 400 profissionais das forças de segurança e aproximadamente 600 voluntários já exploraram extensas áreas de mata densa e terrenos de difícil acesso. Embora várias denúncias tenham sido apuradas durante as buscas, todas foram descartadas como infundadas.
Fontes próximas à investigação indicam que a teoria de sequestro se intensificou a partir desta quarta-feira. Residentes locais, familiarizados com a geografia da área, também começaram a duvidar que os irmãos ainda estivessem perdidos na floresta. “Se estivessem na mata, algum vestígio já teria sido descoberto”, declarou um dos envolvidos nas buscas.
Cães farejadores de outros estados reforçam as equipes
O governador Carlos Brandão confirmou o envio de equipes especializadas de outros estados para intensificar as operações de busca por odor humano.
O estado do Pará enviou sete bombeiros e dois cães farejadores, e o Ceará colaborou com cinco bombeiros e quatro cães treinados especificamente para essa modalidade de operação.
Com esse apoio adicional, a força-tarefa direciona seus esforços para regiões onde a detecção visual é insuficiente, empregando métodos especializados de rastreamento, cruciais após quase duas semanas desde o desaparecimento, ocorrido em 4 de janeiro.
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