Marcelo Nunes Teixeira, de 55 anos, que participa como paciente 03 do estudo experimental da polilaminina no Rio de Janeiro, sob a coordenação da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vivenciou um momento de profunda emoção. Aproximadamente um mês após receber a aplicação da substância, que o havia deixado paraplégico, ele conseguiu, pela primeira vez, colocar os pés no chão. O portal LeoDias conversou com Marcelo para detalhar sua jornada em busca da recuperação dos movimentos.
Motorista de ônibus e residente do Rio de Janeiro, Marcelo sofreu uma grave lesão medular completa após uma queda de aproximadamente quatro metros de altura, despencando de um telhado de um segundo andar e batendo a cabeça. O acidente o deixou inconsciente, e ele só recuperou a consciência no Hospital Municipal Pedro II.
“No momento do acidente, não recebi informações claras sobre a gravidade, mas ao acordar, percebi que minhas pernas não se moviam”, relatou Marcelo. Ele já tinha conhecimento sobre a polilaminina por meio de uma reportagem anterior. Contudo, foi sua tia quem mobilizou a família, e, após uma intervenção judicial, ele teve acesso ao tratamento experimental com a substância.
O acidente ocorreu em 27 de dezembro de 2025, e a aplicação da polilaminina foi realizada em 21 de janeiro. “Nunca considerei desistir; sou uma pessoa que abraça desafios e sempre projeta o futuro”, afirmou. Ele descreveu ter sentido uma dor intensa na coxa da perna esquerda durante a aplicação da proteína, mas foi informado de que a sensação seria passageira.
O primeiro sinal de que a polilaminina estava surtindo efeito manifestou-se um dia após o procedimento, quando Marcelo recuperou a sensibilidade na perna esquerda.
Atualmente, o maior desafio para Marcelo é a recuperação física contínua. “Os custos são muito elevados, e não consigo arcar com essas despesas; dependo de doações”, explicou. Uma campanha de arrecadação virtual foi iniciada, mas ele ainda busca apoio de profissionais médicos especializados em polilaminina. Em seu perfil no Instagram, Marcelo divulgou a vaquinha online para financiar seu tratamento.
A emoção de ficar em pé pela primeira vez após o trauma
Recentemente, a fisioterapeuta de Marcelo divulgou um vídeo que o mostra conseguindo ficar de pé, aproximadamente 30 dias após a aplicação da laminina desenvolvida em laboratório. “É uma sensação de alegria e gratidão imensas, pois sem fé em Deus, sem profissionais capacitados, sem dedicação e sem apoio financeiro, nada seria possível. E, o mais importante, o suporte incondicional da minha esposa”, descreveu Marcelo, emocionado.