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Sábado, 24 de Janeiro 2026

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Mulher é presa tentando jogar canetas de emagrecimento no quintal do vizinho

A Polícia Civil prendeu, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, uma mulher suspeita de armazenar e comercializar clandestinamente canetas emagrecedoras feitas com tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro. A ação ocorreu após denúncias de que Maria Vanda Gonçalves do Nascimento Freitas aplicava ilegalmente doses do remédio em moradores da região. De acordo com agentes da 57ª […]

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Mulher é presa tentando jogar canetas de emagrecimento no quintal do vizinho
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A Polícia Civil prendeu, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, uma mulher suspeita de armazenar e comercializar clandestinamente canetas emagrecedoras feitas com tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro. A ação ocorreu após denúncias de que Maria Vanda Gonçalves do Nascimento Freitas aplicava ilegalmente doses do remédio em moradores da região.

De acordo com agentes da 57ª DP (Nilópolis), ao perceber a presença da polícia em sua residência, Maria tentou se desfazer rapidamente do material irregular. Ela começou a arremessar caixas de isopor contendo frascos do medicamento para o quintal do vizinho. Parte da equipe já estava posicionada nos fundos do imóvel e flagrou toda a movimentação, efetuando a prisão em flagrante.

Dentro da casa, os policiais encontraram diversos frascos do remédio, além de uma grande quantidade de seringas. Maria foi autuada por crime contra a saúde pública e permanece à disposição da Justiça.

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A investigação continua para identificar como ela adquiriu o medicamento e quem são os demais envolvidos na cadeia criminosa. A polícia apura ainda se Maria fazia parte de uma organização estruturada voltada ao comércio clandestino de medicamentos controlados.

Operação Mounjaro

O caso se soma à Operação Mounjaro, realizada em junho, que investiga um esquema de importação e venda ilegal de remédios para emagrecimento no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa introduzia no país substâncias terapêuticas sem autorização dos órgãos reguladores, vendia os produtos sem prescrição médica e os aplicava de forma irregular.

As autoridades alertam que medicamentos como Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Saxenda exigem rigoroso controle de armazenamento, transporte e aplicação, e só podem ser usados com prescrição e acompanhamento profissional. O uso clandestino representa risco direto à saúde pública, podendo causar efeitos adversos graves.

Em junho, a Anvisa aprovou o uso do Mounjaro — antes destinado apenas ao tratamento de diabetes tipo 2 — também para controle de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso com comorbidades. No mercado brasileiro, o preço varia entre R$ 1,7 mil e R$ 2,4 mil.

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FONTE/CRÉDITOS: Lucas Tadeu/ Bacci Notícias
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