Durante uma manifestação contra o PL da Dosimetria, no Rio de Janeiro, a apresentadora Cissa Guimarães acabou chamando a atenção do público e das redes sociais ao trocar um selinho com o cantor Chico Buarque. A cena rapidamente repercutiu e gerou especulações, levando a comunicadora a esclarecer o ocorrido em entrevista.
Segundo Cissa, o gesto foi apenas uma demonstração de afeto e amizade, comum entre pessoas de sua geração. Ela explicou que esse tipo de cumprimento era frequente no meio artístico, especialmente entre amigos próximos, e não carrega qualquer conotação romântica.
A apresentadora destacou que tem o hábito de cumprimentar amigos com beijo no rosto ou selinho, citando nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Paula Lavigne, reforçando que se trata de uma atitude cultural dos anos finais da década de 1980. O momento, de acordo com ela, aconteceu ao fim do ato público, em clima de celebração e união.
Cissa Guimarães também fez questão de ressaltar o respeito que tem por Carol Proner, companheira de Chico Buarque, e reforçou que mantém com o cantor apenas uma relação de amizade e carinho, afastando qualquer interpretação equivocada sobre o episódio.
“Eu dou selinho no Caetano Veloso, dou selinho no Gilberto Gil, até na Paula Lavigne. Isso é da geração do final dos anos 80. A gente se falava assim. E aquilo ali foi uma coisa de final de manifestação, de comemoração. Não tem nada, imagina. Criou-se uma coisa. Tem a Carol Proner (companheira do cantor), tenho o maior respeito por ela. Chico é meu querido amigo.”
Cissa Guimarães relata ataques e ofensas nas redes sociais
A apresentadora Cissa Guimarães, atualmente à frente do programa “Sem Censura”, da TV Brasil, falou abertamente sobre como enfrenta críticas e ataques nas redes sociais, especialmente vindos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista recente, a comunicadora não escondeu o incômodo com as ofensas e foi direta ao expressar seus sentimentos diante das mensagens hostis.
Segundo Cissa, os ataques são recorrentes e extrapolam o campo da discordância política, assumindo um tom agressivo. A apresentadora afirmou que prefere preservar sua saúde emocional e deixou claro o repúdio às mensagens de ódio que recebe. “É algo que me causa repulsa”, declarou ao comentar sobre o comportamento de parte dos internautas.
“Acho uma crueldade absurda. Eles usam muito o meu filho Rafael para me agredir, então eu cancelo os comentários. Quando eu me coloco politicamente, é óbvio que os bolsominions me agridem. Quando estou com tempo, faço uma boa faxina. Bloqueio. Cancelo. Falo: ‘Não quero essa pessoa me rondando’, afirmou.
Apresentadora afirma que bloqueia perfis sem se importar em perder seguidores
Cissa Guimarães falou sobre o uso do nome de seu filho, Rafael Mascarenhas, morto em 2010, como forma de ofensa por parte de críticos. Segundo Cissa, a perda do filho representa a maior dor que uma mãe pode enfrentar, e transformar esse sofrimento em ataque virtual ultrapassa qualquer limite aceitável. Para ela, esse tipo de comportamento revela crueldade e falta de empatia.
A apresentadora afirmou que não tolera comentários que façam referência à morte de Rafael e que age imediatamente para proteger sua saúde emocional. Sempre que esse tipo de ataque ocorre, ela prefere excluir mensagens e bloquear os responsáveis.
Cissa destacou que não se preocupa em perder seguidores por adotar essa postura. Segundo ela, manter pessoas ofensivas em suas redes não faz sentido, independentemente do impacto nos números.
“Não estou nem aí se perco 500, mil seguidores. Eu bloqueio e cancelo todo mundo. Eu tenho pena, principalmente quando são mulheres, mulheres que são mães. Mais do que magoada e triste, eu tenho nojo. Isso diz mais sobre a pessoa do que sobre mim”, completou.
Ao comentar o impacto emocional das ofensas, Cissa afirmou que o sentimento vai além da tristeza. Para ela, os ataques causam repulsa e dizem mais sobre quem os pratica do que sobre a vítima. A comunicadora explicou que os ataques se intensificam quando ela se manifesta politicamente, especialmente em temas ligados à democracia e aos direitos civis. Ainda assim, ela reforça que não pretende se calar.
Durante a conversa, Cissa também comentou o cenário político e afirmou torcer por um futuro com menos intolerância. Para ela, participar de manifestações é uma forma de exercer a cidadania e contribuir para um ambiente mais democrático.
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