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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Nova variante da Covid-19 é detectada em mais de 20 países; entenda os riscos

A BA.3.2 foi inicialmente identificada na África do Sul em novembro de 2024

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Nova variante da Covid-19 é detectada em mais de 20 países; entenda os riscos
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Uma nova linhagem do SARS-CoV-2, denominada BA.3.2, foi detectada em 23 nações, suscitando a atenção das autoridades de saúde globais. Esta variante demonstra uma capacidade superior de evadir a resposta imune de anticorpos em comparação com as cepas prevalentes, como a JN.1 e a LP.8.1, que são a base das vacinas atuais.

Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) esclarece que, até o momento, não há indícios de que a BA.3.2 provoque quadros clínicos mais graves ou diminua significativamente a proteção contra as formas severas da doença.

O primeiro caso documentado da BA.3.2 foi reportado na África do Sul em novembro de 2024, a partir de uma amostra nasal de uma criança de cinco anos. Meses depois, em março de 2025, a variante surgiu em Moçambique, seguida por detecções na Holanda e Alemanha. Após um período de baixa incidência, os registros voltaram a crescer a partir de setembro do mesmo ano.

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Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a prevalência da BA.3.2 teve um aumento notável em países europeus, atingindo aproximadamente 30% das amostras analisadas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. De acordo com um levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, até 11 de fevereiro a variante já havia sido confirmada em 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. No Brasil, até o momento, não há registros confirmados.

Nos Estados Unidos, a cepa foi detectada em diversos cenários: em viajantes procedentes do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido; em amostras de esgoto de aeronaves; em pacientes atendidos no sistema de saúde — dois dos quais necessitaram de hospitalização — e também em análises de esgoto de várias regiões do país.

Do ponto de vista genético, a BA.3.2 exibe entre 70 e 75 modificações na proteína Spike, em comparação com a JN.1 e sua sublinhagem LP.8.1. Esta proteína é fundamental para que o vírus consiga infectar as células humanas. Atualmente, a JN.1 serve como base para as vacinas em uso, enquanto a OMS e a Anvisa já sugeriram que futuras formulações dos imunizantes sejam ajustadas para a LP.8.1.

Na avaliação de risco mais recente da OMS, divulgada em dezembro, os dados confirmam que a BA.3.2 demonstra um “escape substancial de anticorpos em comparação com variantes anteriores”. No entanto, não existem evidências de que ela possua uma capacidade de disseminação superior às outras linhagens. Por essa razão, permanece incerto se esta variante se tornará a predominante.

Adicionalmente, a análise da OMS aponta que “não há estudos clínicos ou epidemiológicos publicados que indiquem que a BA.3.2 esteja associada a uma maior gravidade da doença em comparação com outros descendentes (da Ômicron) em circulação”. A entidade prossegue, afirmando: “Até o momento, não há sinais de aumento de hospitalizações, internações em UTI ou óbitos atribuíveis à BA.3.2 nos locais onde foi detectada”.

A OMS conclui que, com base no panorama atual, a BA.3.2 “não parece representar riscos adicionais à saúde pública além daqueles associados às outras linhagens descendentes da Ômicron atualmente em circulação, embora seu perfil acentuado de escape imune justifique monitoramento virológico e epidemiológico contínuo”. Diante disso, manter a vacinação em dia continua sendo a principal medida de proteção.

Quem deve se vacinar contra a Covid-19?

A partir de 2024, a vacinação contra a Covid-19 foi integrada ao calendário regular no Brasil para gestantes, idosos e crianças. Além desses, há grupos populacionais específicos que ainda requerem doses de reforço periódicas. Para o restante da população, novas aplicações deixaram de ser recomendadas.

Gestantes devem receber uma dose a cada gestação. Já indivíduos com 60 anos ou mais precisam se vacinar a cada seis meses, independentemente do histórico vacinal anterior.

No caso das crianças, o esquema vacinal inicial é aplicado entre 6 meses e 5 anos de idade. Dependendo do imunizante, são administradas duas doses com um intervalo de quatro semanas (Moderna) ou três doses (Pfizer), com intervalos mais espaçados entre elas. Não há previsão de doses de reforço para esta faixa etária.

Para os grupos prioritários que não estão no calendário regular, o país mantém a chamada “vacinação especial”. Pessoas imunocomprometidas devem receber reforços semestrais, enquanto os demais grupos recebem doses anuais.

Entre esses grupos estão: residentes em instituições de longa permanência, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, puérperas, profissionais da saúde, pessoas com deficiência permanente ou com doenças crônicas, população privada de liberdade, trabalhadores do sistema prisional, jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

Quem não se enquadra em nenhuma dessas categorias — ou seja, não é gestante, idoso ou integrante de grupo prioritário — não possui mais uma recomendação vigente para a vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Karol Gomes
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