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Quinta-feira, 05 de Março 2026

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OAB-RJ aponta intolerância religiosa em ala da Acadêmicos de Niterói e emite repúdio

Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro considera que representação em desfile extrapolou crítica social e atingiu grupos religiosos, gerando nota de repúdio.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
OAB-RJ aponta intolerância religiosa em ala da Acadêmicos de Niterói e emite repúdio
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A controvérsia em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (17). A OAB-RJ emitiu um comunicado oficial de repúdio, classificando a encenação como um ato de intolerância religiosa, pois, segundo a entidade, a representação ultrapassou os limites da crítica social para atingir diretamente comunidades religiosas.

De acordo com a OAB-RJ, a liberdade de crença é um direito fundamental, assegurado pela Constituição Federal e por acordos internacionais dos quais o Brasil faz parte. A Ordem considera que qualquer manifestação que promova discriminação ou ridicularize indivíduos com base em sua fé constitui uma violação direta aos princípios do Estado Democrático de Direito.

Em sua explicação oficial, a escola de samba declarou que a ala denominada “neoconservadores em conserva” tinha como objetivo retratar setores que se opõem politicamente ao presidente, especialmente em relação a pautas defendidas pelo governo. A fantasia apresentava uma família dentro de uma lata de conservas, sugerindo, conforme a agremiação, uma visão conservadora e inflexível de valores.

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A reação negativa, contudo, foi imediata. Membros da oposição no Congresso e líderes religiosos interpretaram a alegoria como uma ofensa direta à família tradicional e à fé cristã, um argumento que ganhou força após a transmissão do desfile em âmbito nacional e internacional.

OAB fundamenta posição em leis e acordos internacionais

No documento, a OAB-RJ ressaltou que a proteção à liberdade religiosa abrange tanto a legislação nacional quanto tratados internacionais de direitos humanos. “A liberdade religiosa, reconhecida como direito fundamental, é um pilar essencial do Estado Democrático de Direito”, declarou a entidade, citando o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

A seccional fluminense da Ordem enfatizou ainda que as expressões artísticas não são isentas de restrições legais quando afetam direitos fundamentais. Para a OAB, a crítica política não pode servir de pretexto para a desvalorização pública de grupos religiosos.

Repercussão política e encaminhamento à PGR

O episódio também gerou desdobramentos jurídicos. Parlamentares da oposição encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando que houve ridicularização de um grupo religioso em um evento de grande visibilidade. Na perspectiva dos congressistas, a encenação pode ter excedido os limites da liberdade artística, configurando um possível crime a ser investigado pelas autoridades competentes.

A apresentação ocorreu na Marquês de Sapucaí e continua sendo objeto de discussões sobre as fronteiras entre a sátira, a crítica política e o respeito à diversidade religiosa. Até o momento, a Acadêmicos de Niterói não se manifestou publicamente após o comunicado da OAB-RJ.

FONTE/CRÉDITOS: Marcela Gomes
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