O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, artisticamente conhecido como Oruam, utilizou suas redes sociais para se pronunciar após a Justiça do Rio de Janeiro emitir uma nova ordem de prisão contra ele. A determinação judicial surgiu em decorrência do suposto descumprimento de medidas cautelares, logo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter anulado a liminar que garantia sua liberdade.
Em sua manifestação, o artista compartilhou um vídeo ao lado de seus advogados, no qual exibe diversas tentativas de recarregar a tornozeleira eletrônica. As imagens mostram o aparelho conectado à fonte de energia, porém sem exibir qualquer sinal de funcionamento. Oruam também experimentou diferentes tomadas e carregadores, que, conforme alegado por sua defesa, teriam sido adquiridos após os primeiros problemas com o equipamento.
O vídeo em questão foi gravado em 8 de dezembro de 2025 e, segundo a postagem, tinha como objetivo comprovar as falhas técnicas no dispositivo de monitoramento eletrônico. Na legenda da publicação, a equipe do rapper afirmou que ele estaria enfrentando um tratamento injusto. A situação permanece sob avaliação do sistema judiciário.
Substituição da prisão por medidas cautelares
Oruam, filho de Marcinho VP, suposto líder do Comando Vermelho (CV), foi inicialmente detido em julho de 2025. Naquela ocasião, o rapper foi indiciado por uma série de delitos e também acusado de tentativa de homicídio contra agentes policiais.
Meses mais tarde, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão que converteu a prisão em medidas cautelares. As exigências incluíam a apresentação regular à Justiça, o cumprimento de recolhimento domiciliar em horários específicos e o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento.
Desde sua saída do sistema prisional, o artista alegou ter cumprido as determinações impostas, incluindo o recolhimento noturno. Contudo, ele e sua defesa sustentam que a tornozeleira eletrônica apresentou falhas de funcionamento, um ponto crucial em sua argumentação. O desenrolar do caso segue sob a observação do Judiciário.