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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Pai de adolescente morta em tornado no Paraná relembra última conversa com a filha

O sonho de ver a filha receber a Crisma se transformou em dor para o agricultor Roberto Kwapis, morador de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná. Sua filha, Julia Kwapis, de 14 anos, foi uma das seis vítimas fatais do tornado que devastou a cidade na sexta-feira (7). No sábado (8), dia em […]

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Pai de adolescente morta em tornado no Paraná relembra última conversa com a filha
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O sonho de ver a filha receber a Crisma se transformou em dor para o agricultor Roberto Kwapis, morador de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná. Sua filha, Julia Kwapis, de 14 anos, foi uma das seis vítimas fatais do tornado que devastou a cidade na sexta-feira (7).

No sábado (8), dia em que a menina deveria celebrar o sacramento na Igreja Católica, a família foi chamada ao hospital para reconhecer o corpo da adolescente.

Roberto revelou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que  Julia estava empolgada com o fim de semana, ela havia combinado um churrasco para comemorar a Crisma com familiares e amigos. A última mensagem trocada entre pai e filha aconteceu por volta das 16h45.

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“Ela me escreveu dizendo que não ia dar pra fazer o churrasco porque ia chover. Foi a última vez que falei com ela”, contou o pai, emocionado.

A jovem estava na casa de uma amiga quando o tornado atingiu o bairro. A força do vento arrastou a residência e lançou destroços por vários metros. Julia foi socorrida e levada ao Hospital São José, em Laranjeiras do Sul, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante toda a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, Roberto e a esposa, Mari Kwapis, percorreram a cidade em busca de notícias. Apenas às 6h20 receberam a confirmação de que a filha havia dado entrada no hospital.

“A gente soube que ela foi jogada e arrastada pelo vento. Quando chegou ao hospital, estava em estado muito grave… Ela estava muito machucada”, relatou Mari.

O tornado, classificado como EF3, com ventos que podem ultrapassar 250 km/h, deixou um rastro de destruição. Além das seis mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e mais de mil perderam suas casas.

Apesar da tragédia, Roberto tenta se apegar à fé que guiava a filha.

“Ela estava feliz, queria estar na igreja, celebrar. Foi tudo muito rápido… agora a gente só pede força pra seguir.”

Ouça o áudio enviado pela jovem: 

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FONTE/CRÉDITOS: Ana Martins/ Bacci Notícias
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