Diretamente da Coreia do Sul para o calor do público brasileiro, Park Minkyu, um dos participantes mais comentados de “Solteiros, Ilhados e Desesperados” (Single’s Inferno), conversou em exclusividade com Adriel Marques, repórter do portal LeoDias, durante sua recente passagem pelo Brasil. O ex-policial da Guarda Costeira, hoje influenciador digital, compartilhou detalhes íntimos sobre sua intensa experiência no reality, revelações dos bastidores jamais contadas, sua conexão com o país e o profundo carinho que nutre pelos fãs daqui. Vale ressaltar que a quinta temporada da atração continua em alta, figurando entre os conteúdos mais assistidos da Netflix e consolidando-se como um favorito entre os amantes de produções sul-coreanas.
Minkyu descreve sua participação em “Single’s Inferno 3” como um verdadeiro marco em sua vida. Em 2023, durante as filmagens, ele ainda integrava a Guarda Costeira da Coreia e não possuía qualquer familiaridade com o universo televisivo. Mesmo assim, entregou-se totalmente à vivência, que, apesar de durar apenas nove dias, pareceu estender-se por um período muito maior. Aos 33 anos, ele questionava a possibilidade de se apaixonar em tão pouco tempo e surpreendeu-se com o desfecho. A dinâmica do programa, extremamente profissional, foi impactante: sem acesso a celulares, proibição de discutir idade ou profissão, e com câmeras e microfones ativos 24 horas por dia. Inicialmente apreensivo com a presença constante da equipe, ele relata que, após alguns dias, simplesmente ignorou a vigilância, focando-se apenas nas interações e nos relacionamentos.
O ex-participante compara o confinamento a uma espécie de realidade paralela, quase cinematográfica, onde o tempo e as emoções eram percebidos de maneira distorcida. Apesar do esgotamento extremo, que nem mesmo sua experiência em equipes especiais de resgate conseguiu mitigar, o maior desafio não foi físico, mas sim emocional. Presenciar alguém por quem sentia afeto sendo levado por outro participante representava um cenário completamente fora de sua zona de conforto. A “ilha do inferno”, com seu ambiente árduo e monótono, também exigiu uma resistência mental considerável. Contudo, ele assegura: foi uma jornada difícil, mas profundamente transformadora e uma experiência inestimável para sua vida.
Mais maduro, aos 35 anos, Minkyu revela que suas prioridades em um relacionamento se alteraram. A aparência física deixou de ser o foco principal. O que verdadeiramente importa agora é o caráter da pessoa. Ele expressa aversão a indivíduos egoístas ou agressivos, buscando alguém que lhe transmita paz, conforto e serenidade. A beleza, é claro, ainda tem seu peso, mas já não é o fator decisivo em suas escolhas.
Ao abordar o Brasil, o afeto de Minkyu é inegável. Ele conta que todos os participantes de “Single’s Inferno” sempre demonstraram grande curiosidade pelo país, impulsionados pelo apoio caloroso dos fãs brasileiros, e ele foi o primeiro a vivenciar essa energia pessoalmente. Mesmo sem compromissos oficiais, fez questão de incluir o Brasil em seu roteiro pela América Latina. Aqui, encontrou exatamente o que esperava: pessoas gentis, apaixonadas e muito expressivas em seus sentimentos. Foi assim, inclusive, que aprendeu palavras como “lindo” e “bonito”.
Ele ficou impressionado com a recepção calorosa, as inúmeras mensagens repletas de dicas de lugares para visitar e o suporte constante nas redes sociais. A culinária brasileira também recebeu elogios: diferente da coreana, mas deliciosa, especialmente por ser frequentemente acompanhada de arroz. Minkyu ainda brinca que a grande quantidade de proteína pode ser a razão pela qual os brasileiros são tão altos. Em São Paulo, optou por sair do roteiro turístico tradicional, caminhou bastante e explorou a cidade, descrevendo a vivência como extremamente positiva. Confessa que nutria um estereótipo sobre o clima da América Latina, imaginando que seria sempre quente, mas foi surpreendido pelo frio e promete trazer um casaco em sua próxima visita.
Ao se dirigir diretamente aos fãs brasileiros, Minkyu demonstra grande emoção. Ele admite que a fama repentina após a estreia do reality foi, em muitos momentos, estressante, já que não estava habituado aos holofotes. No entanto, o que mais lhe deu força foram justamente as mensagens positivas vindas do Brasil. Segundo ele, esse apoio foi crucial para construir a imagem tão favorável que ele tem do país e foi um dos principais motivos que o levaram a desejar visitá-lo.
Por fim, ele esclarece uma dúvida frequente sobre sua vida atual. Após quase oito anos atuando na equipe especial de resgate marítimo, Minkyu hoje gerencia uma academia destinada a pessoas que aspiram ingressar em forças especiais — como unidades militares de elite, equipes de SWAT ou operações especiais da marinha. A entrevista é concluída com um agradecimento sincero e a promessa de reencontrar os fãs brasileiros em uma futura visita.