A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou um balanço da Operação Rodovida, indicando que, das 1.172 mortes registradas em rodovias federais nos últimos 66 dias, 514 estiveram associadas a acidentes com veículos de carga. Esse índice representa 43,93% do total de fatalidades.
Os incidentes envolvendo caminhões e outros veículos de grande porte somaram 3.149 ocorrências, o que corresponde a 23,81% de todos os acidentes nas estradas. Os dados foram apresentados em Aracaju (SE), durante o evento de encerramento da operação, que ocorreu de 18 de dezembro do ano passado até o último domingo (22).
A PRF destacou que, dentro das ocorrências com veículos de carga, as colisões frontais foram as mais letais, totalizando 288 mortes, o maior índice entre os tipos de acidentes.
Carnaval mais letal da década
O período de carnaval foi particularmente trágico nas estradas, com um registro de pelo menos 130 mortes. A corporação classificou este como o carnaval mais violento dos últimos dez anos.
Os números revelaram também um aumento de 8,54% em acidentes de trânsito graves durante os dias de folia, sendo a maioria das vítimas ocupantes de automóveis e motocicletas.
Excesso de velocidade e infrações graves
Ao longo de toda a Operação Rodovida, aproximadamente 1,2 milhão de veículos foram flagrados em excesso de velocidade. Preocupações adicionais surgiram com 58,7 mil casos de ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas que dirigiam sob efeito de álcool.
A PRF explicou que o objetivo da operação era garantir a segurança durante os períodos de maior fluxo nas estradas, incluindo férias escolares, Natal, Ano Novo e Carnaval.
Uso de celular e outras infrações
A fiscalização também identificou 9,6 mil condutores utilizando o telefone celular ao volante. Além disso, 54,5 mil pessoas foram autuadas por não utilizarem o cinto de segurança ou a cadeirinha para crianças de até quatro anos.
No caso de motociclistas, 10,3 mil foram flagrados sem o uso do capacete. Motoristas profissionais, como os de ônibus e caminhões, totalizaram 17,1 mil infrações por não respeitarem a Lei do Descanso, que exige pausas mínimas de 11 horas diárias.