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Domingo, 08 de Março 2026

Política

Programa nacional para ampliar acesso à psicoterapia para pessoas vulneráveis é proposto

Proposta visa oferecer atendimentos presenciais e remotos, com parcerias estratégicas; texto segue para análise na Câmara e no Senado.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Programa nacional para ampliar acesso à psicoterapia para pessoas vulneráveis é proposto
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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Um novo projeto de lei (1428/25) foi apresentado com o intuito de criar um programa nacional para facilitar o acesso à psicoterapia, especialmente para indivíduos em condições de vulnerabilidade social. A iniciativa, idealizada pelo deputado Daniel Agrobom (PL-GO), contempla a possibilidade de atendimentos tanto de forma presencial quanto através de consultas virtuais.

A implementação do programa está planejada para ocorrer em colaboração entre as esferas federal, estadual e municipal de governo. Dentre as ações planejadas, destacam-se a criação de uma plataforma digital nacional para teleatendimento e a inclusão das clínicas-escola de psicologia universitárias na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do governo.

Critérios de prioridade

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Para definir a ordem de atendimento, o projeto estabelece que o sistema de triagem deverá levar em conta:

  • A situação socioeconômica do indivíduo.
  • O pertencimento a grupos minoritários.
  • A exposição a situações de violência ou discriminação.
  • As condições de moradia e o suporte familiar.

Daniel Agrobom enfatiza que as populações mais desfavorecidas frequentemente enfrentam múltiplos obstáculos, incluindo o estigma social e o estresse decorrente de dificuldades financeiras.

"Um acompanhamento profissional de qualidade e que respeite as especificidades de cada grupo populacional não só oferece o suporte fundamental para a saúde mental dessas pessoas, como também contribui para a prevenção e a detecção precoce de transtornos psicológicos", declarou o parlamentar.

O projeto também estimula a colaboração com organizações não governamentais (ONGs) e instituições de ensino superior para expandir a oferta de tratamento gratuito. Adicionalmente, a proposta inclui a formação continuada de profissionais de saúde para que possam abordar preconceitos estruturais e promover um atendimento mais humanizado.

Na visão de Agrobom, a iniciativa "representa um avanço considerável na democratização do acesso à saúde mental no Brasil, sobretudo para as parcelas da população mais necessitadas".

Próximos passos

O projeto será avaliado pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania, com poder de decisão final.

Para que se torne lei, a proposta ainda precisa ser aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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