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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Direitos Humanos

Projeto convida artistas do hip hop a enviar poesias contra o feminicídio

Seleção de 50 poesias inéditas está aberta, com prazo final para inscrições em 23 de maio.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Projeto convida artistas do hip hop a enviar poesias contra o feminicídio
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Artistas de todo o país têm a chance de contribuir com o livro coletivo "Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio", enviando poemas originais que se posicionem contra o machismo e promovam a conscientização sobre o combate à violência feminina.

O período de inscrições se estende até o dia 23. Dentre as submissões, 50 obras serão escolhidas para integrar a publicação, cujo lançamento está previsto para 30 de maio.

Eulla Yaá, educadora popular e uma das idealizadoras do projeto, afirmou que o livro terá alcance nacional. Ela destacou que o objetivo é impulsionar as expressões e a força do hip hop como ferramenta de denúncia, resistência e para enaltecer a vida das mulheres.

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Eulla enfatizou que a participação é aberta a todas as idades, com prioridade de publicação para obras de mulheres cisgênero, transexuais e travestis. A iniciativa é uma colaboração entre o Instituto Periferia Livre, o Instituto Transforma, o Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop DF.

"Cada participante pode submeter uma única poesia de sua autoria, sem o auxílio de inteligência artificial", informou a organizadora. Ela defendeu a arte como um meio eficaz de combate ao feminicídio, atuando na prevenção e na conscientização. O processo de inscrição e envio dos poemas ocorre por meio de um formulário online específico.

As entidades envolvidas esclarecem que a coletânea busca agrupar criações artísticas que explorem as estéticas, linguagens e o poder do hip hop como instrumento de denúncia, resistência e combate às violências baseadas em gênero.

O Instituto Periferia Livre, que também gere a Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal, disponibiliza cursos e oficinas profissionalizantes, além de suporte psicológico e assessoria jurídica. A publicação deste livro se insere nesse amplo trabalho de sensibilização e apoio.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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