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Sábado, 11 de Abril 2026

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"Red Pill" e "Incel": a compreensão dos termos em conteúdos misóginos

Discursos misóginos que enaltecem a superioridade masculina e a submissão feminina atraem jovens na internet; o recente caso de estupro coletivo em Copacabana intensifica o debate sobre a violência contra as mulheres.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
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Aviso: Este artigo aborda temas delicados que podem ser sensíveis, como estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você é vítima ou conhece alguém que esteja passando por essa situação, busque apoio e denuncie. O número 180 está disponível para denúncias.

O recente e chocante caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, somado a outras ocorrências de violência inaceitável, impulsionou uma discussão na internet sobre discursos que propagam o ódio contra as mulheres, a exaltação da superioridade masculina e a defesa da submissão feminina. Expressões como "Red Pill", "Incel" e "MGTOW" identificam alguns desses movimentos. A seguir, detalhamos o significado de cada um:

"Red Pill"

O conceito central do grupo "Red Pill" está intrinsecamente ligado à narrativa do filme "Matrix", onde os personagens se deparam com a escolha entre duas pílulas: uma azul e uma vermelha.

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No universo de "Matrix", a pílula azul simboliza a permanência em uma realidade ilusória, enquanto a vermelha representa a revelação da verdade. Inspirado nessa dualidade, o movimento "Red Pill" adota a ideia de que seus membros são indivíduos que "despertaram" para uma suposta realidade onde as mulheres desfrutam de mais direitos e vantagens em detrimento dos homens.

"Incel"

O termo "incel" deriva da junção das palavras em inglês "involuntary celibate", que significa "celibatário involuntário". Essa denominação reflete a percepção dos membros do grupo de que são rejeitados por mulheres heterossexuais.

Para esses indivíduos, as mulheres selecionariam parceiros unicamente com base em interesses físicos e sexuais. Consequentemente, os "incels" são frequentemente descritos como homens sexualmente frustrados que nutrem um profundo ressentimento e ódio direcionado às mulheres.

A ONU Mulheres aponta que o grupo "incel" defende a ideia de que homens possuem um "direito" ao sexo, e que as mulheres intencionalmente os privam dele. A organização ressalta que "a cultura extremista incel promove estupro e agressões e mistura outras ideologias, como racismo e homofobia".

"MGTOW"

Embora menos expressivo no Brasil, o movimento "MGTOW" (Men Going Their Own Way, ou "Homens Seguindo Seu Próprio Caminho") tem adeptos em diversas partes do mundo. Seus integrantes são homens que veem a sociedade como adversária e consideram que a melhor alternativa é se afastar das mulheres e, em alguns casos, do convívio social em geral.

Os participantes dessa comunidade defendem que os homens devem se resguardar do mundo exterior, focando no aprimoramento individual. É frequente, dentro do grupo, a ocorrência de críticas e ataques a legislações de proteção às mulheres e a iniciativas que visam a igualdade de gênero.

Em meio a essa repercussão, uma "trend" (conteúdo viral) no TikTok promoveu a ideia de agredir mulheres que recusassem um pedido de namoro. A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar os vídeos relacionados ao movimento, denominado "Caso ela diga não".

A investigação foi desencadeada após denúncias recebidas no Dia Internacional da Mulher, que alertavam sobre conteúdos em que homens encenavam reações violentas diante de uma rejeição em contextos românticos. Nesses vídeos, ao ouvir um "não", os participantes simulavam desferir socos, facadas ou disparos.

A Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF, responsável pela apuração, solicitou a remoção dos perfis que divulgaram tais conteúdos e a retirada do material da plataforma. O TikTok confirmou que a exclusão já foi efetuada.

Em comunicado à CNN Brasil, o TikTok declarou que os conteúdos que infringiam as Diretrizes da Comunidade foram prontamente removidos após sua identificação. A plataforma informou: "Nosso time de moderação permanece vigilante e empenhado em identificar possíveis conteúdos que violem as normas sobre este tema. Não toleramos discurso de ódio, comportamento violento ou a promoção de ideologias de ódio. Nossa prioridade é assegurar a segurança e proteção da comunidade, e seguimos investindo em ações robustas que fortalecem e defendem ativamente a segurança de nossa plataforma".

FONTE/CRÉDITOS: Letícia Campos
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