Para Romário, a jornada do Brasil rumo à sexta estrela na Copa do Mundo está intrinsecamente ligada à participação de Neymar. Essa análise foi compartilhada pelo ex-jogador em uma entrevista concedida à jornalista Monique Arruda, do portal LeoDias, na noite da última quinta-feira (15/1), durante a celebração de um ano da Romário TV, que ocorreu no Rio de Janeiro.
Ao discorrer sobre as perspectivas para o hexacampeonato mundial, Romário expressou que, em sua visão, o futebol brasileiro atualmente não se posiciona entre os grandes favoritos. Contudo, ressaltou que a rica história da seleção brasileira continua a ser um diferencial significativo em torneios internacionais. "Na verdade, nosso futebol, na minha opinião, não é um dos candidatos ao hexa. Mas eu tenho entrevistado muita gente ultimamente, e os últimos quatro ex-jogadores que entrevistei (sendo um espanhol, dois italianos e um alemão), quando pergunto a eles ‘me dê quatro seleções que podem ser campeã do mundo’, o Brasil está sempre entre as quatro”, observou o ex-atacante.
O ex-camisa 11 da Seleção Brasileira detalhou que a constante inclusão do Brasil entre os potenciais campeões não deriva do desempenho técnico recente, mas sim do legado histórico consolidado: “E eu concordo com eles quando falam, que não é nem pelo momento, porque momento atual tecnicamente falando é muito ruim, mas o Brasil é pentacampeão, o Brasil tem uma tradição que nenhuma outra seleção tem, o Brasil tem uma camisa que é muito pesada, o Brasil tem jogadores que são nos seus clubes o melhor, segundo ou terceiro melhor de seus times.”
Romário também evidenciou os desafios que a Seleção Brasileira tem enfrentado ultimamente quando os jogadores se encontram para atuar juntos: “Infelizmente, nesse momento, quando juntam, as coisas não estão acontecendo.”
Em seguida, o antigo atleta mencionou a vinda de Carlo Ancelotti para a direção técnica como um elemento promissor para o porvir: “Tem uma coisa boa, que é muito positiva, que o Ancelotti que chegou e é um cara vitorioso nos clubes por qual passou, e está tendo a primeira oportunidade de treinar uma seleção.”
Ao analisar as projeções para o desempenho do Brasil na Copa do Mundo, Romário declarou que a presença de Neymar tem o potencial de modificar substancialmente o panorama. “Eu particularmente, assim, vou torcer, vou acreditar. Mas a gente tem muita dificuldade. Antecipadamente, já vou falar uma coisa. Com Neymar, a possibilidade aumenta”, reiterou.
Indagado especificamente sobre a convocação do atacante, Romário estabeleceu que a participação do jogador dependerá de sua condição física e técnica. “Se ele estiver 80% nas condições físicas e técnicas, ele tem que ser convocado.” Ele, então, traçou uma diferenciação entre o momento presente e o que pode se desenrolar nos próximos meses. “Inclusive alguns colegas me perguntam: ‘mas e hoje?’ Hoje não. Eu não convocaria ele, porque não tá podendo jogar”, explicou.
Para concluir, o ex-atleta vislumbrou uma perspectiva de recuperação para Neymar e enfatizou a relevância do camisa 10 para a Seleção Brasileira: “Mas a gente tá falando de seis, sete meses. Muitas coisas podem acontecer e o Neymar é um nome importante. É um nome que eu particularmente boto muita fé e tenho muita esperança.”